Transformação na prática clínica de saúde mental de uma residente de Medicina de Família e Comunidade a partir do matriciamento: um relato de experiência
DOI:
https://doi.org/10.13102/rscdauefs.v15i4.12417Palavras-chave:
Saúde Mental, Atenção Primária à Saúde, Apoio Matricial, Medicina de Família e Comunidade, Educação MédicaResumo
INTRODUÇÃO. A saúde mental é um direito humano básico. O deslocamento do enfoque da doença para o sujeito tem como desdobramento a Reforma Psiquiátrica, que se configura como um processo social complexo, que visa o cuidado em liberdade. Desafios se impõem como a medicalização excessiva, a baixa integração entre Atenção Primária à Saúde (APS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além da insuficiente abordagem interseccional no campo da saúde mental. O Apoio Matricial surge como dispositivo organizacional e pedagógico que amplia a corresponsabilidade, fortalece o trabalho interdisciplinar e contribui para o manejo vincular. METODOLOGIA. Estudo narrativo-reflexivo, relata a experiência de uma residente de Medicina de Família e Comunidade (MFC) no matriciamento em saúde mental do Ano Adicional (R3) em Salvador, Bahia. A vivência descrita evidenciou transformações na prática clínica e no processo formativo. RESULTADOS. Os resultados apontaram reorganização do processo de trabalho, fortalecimento do protagonismo das equipes e maior integração com a rede. DISCUSSÃO. Destacou-se a metacognição como ferramenta formativa, a valorização da clínica centrada na pessoa, o uso da Entrevista Motivacional no manejo da ambivalência e a construção coletiva de Projetos Terapêuticos Singulares. CONCLUSÃO. Conclui-se que o matriciamento constitui estratégia potente para consolidar práticas antimanicoloniais, inclusivas e transformadoras, sustentando a APS como espaço de cuidado integral e em liberdade.
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