FAMÍLIA E ESCOLA: UM ENCONTRO DE RELAÇÕES CONFLITUOSAS
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi37.7786Resumo
Este artigo objetiva discutir as influências dos conceitos
que os professores(as) têm de família na relação entre essa instituição e
a escola. Percebe-se que o desencontro entre o modelo de família nuclear,
baseado no modelo burguês, composto por pai, mãe e filho(s), e as realidades
vivenciadas pelas famílias é um dos principais fatores que provocam
conflitos entre aquelas duas instituições. O estudo proposto origina-se
de reflexões realizadas através do nosso contato com educadoras da rede
pública de ensino, alunas do Curso de Licenciatura em Pedagogia para
as Séries Iniciais, oferecido pela Universidade Estadual de Feira de
Santana, mais especificamente nas aulas de História da Educação no
Brasil. Durante essas aulas, emergiram debates sobre a educação, sendo
um tema recorrente a relação família e escola, cujo teor baseava-se,
geralmente, na acusação dos docentes, em relação ao descaso dos pais/
responsáveis, no que ser refere ao acompanhamento de seus filhos ou
tutelados em sua vida escolar. Através de leituras teóricas sobre a temática
e análise dos discursos elaborados pelas professoras em sala de aula,
percebemos que o conflito entre família e escola advém da falta de interlocução
entre elas, principalmente, porque a escola tem ignorado as diversas
tipologias familiares que vêm se configurando na atual conjuntura, considerando
apenas o modelo nuclear, o que dificulta o diálogo entre a escola e as famílias, que seria um dos caminhos para, senão resolver, amenizar os
problemas vivenciados pela escola na busca de exercer o seu papel
social com competência.
