O ESTADO CAPITALISTA DE VOLTA ÀS ORIGENS? (UMA ABORDAGEM CRÍTICA AO ESTADO CONTEMPORÂNEO)
DOI:
https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi21.9125Abstract
Parte-se de uma periodização que identifica a atualidade, a partir do esgotamento dos chamados “anos de ouro” do pós-guerra. Conclui-se que o Estado, desde então, firma um compromisso preferencial com as finanças especulativas e ataca sistematicamente as conquistas trabalhistas incorporadas ao Welfare State. As novas políticas públicas expressam o abandono de uma postura relativamente tolerante do capital frente ao trabalho, substituindo-a por uma atitude de desafio aos sindicatos e de confrontação com as reivindicações parciais dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, a hegemonia americana sobre o sistema mundial abandona a “cooperação antagônica” e inicia um novo surto de tensões nas relações interestatais. Paradoxalmente, no momento em que se anuncia triunfante, a democracia liberal promove a queda tendencial da sua própria legitimidade perante o conjunto da sociedade; passa a negligenciar os expedientes de persuasão, em troca de uma escalada das práticas coercitivas.
