O ESTADO CAPITALISTA DE VOLTA ÀS ORIGENS? (UMA ABORDAGEM CRÍTICA AO ESTADO CONTEMPORÂNEO)

Autores

  • Victor Meyer

DOI:

https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi21.9125

Resumo

Parte-se de uma periodização que identifica a atualidade, a partir do esgotamento dos chamados “anos de ouro” do pós-guerra. Conclui-se que o Estado, desde então, firma um compromisso  preferencial com as finanças especulativas e ataca sistematicamente as conquistas trabalhistas incorporadas ao Welfare State. As novas políticas públicas expressam o   abandono   de   uma   postura   relativamente  tolerante   do   capital frente ao trabalho, substituindo-a por uma atitude de desafio  aos sindicatos e de confrontação com as reivindicações  parciais dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, a hegemonia americana sobre o sistema mundial abandona a “cooperação antagônica”  e inicia um novo surto de tensões nas relações interestatais.  Paradoxalmente,  no momento em que se anuncia triunfante,  a democracia liberal promove a queda tendencial da sua própria legitimidade  perante o conjunto da sociedade; passa   a   negligenciar os expedientes de persuasão, em troca de uma escalada das práticas coercitivas.

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Publicado

2023-04-13

Como Citar

Meyer , V. . (2023). O ESTADO CAPITALISTA DE VOLTA ÀS ORIGENS? (UMA ABORDAGEM CRÍTICA AO ESTADO CONTEMPORÂNEO). Sitientibus, (21). https://doi.org/10.13102/sitientibus.vi21.9125