Composição florística da trilha ecológica do Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb7984Resumo
O Parque Natural Municipal Fazenda Santa Cecília do Ingá, área de estudo deste trabalho, está localizado no Município de Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro, sob as coordenadas latitude 22º27’34’’S e longitude 44º4’51’’W. Compreende 211 ha e sua vegetação é composta por Mata Atlântica em sucessão secundária. Este trabalho teve como objetivo contribuir para o conhecimento da flora na trilha ecológica e servir de subsídios para projetos de Educação Ambiental, para que se estabeleça a formação de trilhas interpretativas para proporcionar à população visitante, o entendimento dos aspectos de proteção dos recursos naturais. Utilizou-se 10 parcelas de 200m x 2,5m, totalizando 0,5 ha. As parcelas foram distribuídas ao longo das margens da trilha em ambos os lados. Foi considerado DAP (Diâmetro da altura do peito) superior a 5,0 somente para indivíduos arbóreos em estado reprodutivo ou vegetativo. As espécies herbáceas somente foram amostradas em estado reprodutivo. Foram amostrados 586 indivíduos, distribuídos em 47 famílias, 105 gêneros e 119 espécies de angiospermas. As famílias com maior representatividade de espécies foram Fabaceae (18), Asteraceae (18), Malvaceae (8), Euphorbiaceae (4), Melastomataceae (4), Solanaceae (4), Lamiaceae (4), Verbenaceae (3), Lauraceae (3) e Nyctaginaceae (2). As espécies com maior representatividade em número de indivíduos foram Clitoria fairchildiana R.A. Howard (50), Cecropia glaziovi Snethlage (25), Nectandra oppositifolia Nees (21), Miconia discolor DC. (18) e Allophylus edulis (St. Hil.) (13). Pela análise dos dados amostrados, pode-se considerar que a área de estudo é adequada e propícia para utilização em projetos de Educação Ambiental, aliado ao fato de ser uma das poucas áreas de remanescentes de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro.
Downloads
Referências
APG. 2003. An update of the Angiosperm Phylogeny classification for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical Journal of the Linnean Society 141: 399-436.
Brummitt RK & CE Powell.1992. Authors of plants names. Kew: Royal Botanic Gardens.
Biazzi E. 2004. O maravilhoso poder das plantas. Tatuí. SP: Casa Publicadora Brasileira.
Chá e Cia. 2008. Ervas medicinais para chá. Disponível em <http://www.chaecia.com.br>.
lima SRG. 2004. Volta Redonda do café e do leite: 140 anos de história. Volta Redonda: Nogueira.
Matos FJA. 2000. Plantas medicinais: guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. Fortaleza: Imprensa Universitária.
Martins SV, GA Ribeiro, WMS Junior & ME Nappo. 2002. Regeneração pós-fogo em um fragmento de floresta estacional semidecidual no Município de Viçosa, MG. Ciência Florestal 12(1): 11-19.
Moreno MR, MT nascimento & BC kurtz. 2003. Estrutura e composição florística do estrato arbóreo em duas zonas altitudinais na Mata Atlântica de encosta da região do Imbé, RJ. Acta Bot. Bras. 17(3): 371-386.
Neves SPS & AA Conceição. 2007. Vegetação em reflorestamentos rochosos na Serra do Sincorá, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Sitientibus Série Ciências Biológicas 7(1): 36-45.
Oliveira MA. 2008. Levantamento florístico dos fragmentos florestais da Usina Serra Grande, Alagoas. (Relatório Técnico). Disponível em . Acesso jun. 2008.
Pádua SM. 1997. Cerrado casa nossa: um projeto de educação ambiental do Jardim Botânico de Brasília. Brasília: UNICEF.
Pádua SM & MF tabanez. 1997. Educação ambiental: caminhos trilhados no Brasil. Brasília: Instituto de Pesquisas Ecológicas.
Possas IM. 1999. Programa GUNMA: integrando parques ecológicos e comunidade no Município de Santa Bárbara do Pará. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Pará.
Silva AJR & LHC andrade. 2005. Etnobotânica nordestina: estudo comparativo da relação entre comunidades vegetação na zona do litoral - Mata do Estado de Pernambuco, Brasil. Acta Bot. Bras. 19 (1): 45-60.
souza VC & H lorenzi. 2005. Botânica sistemática. São Paulo: Instituto Plantarum.
Soares MP, AWS Junior, JAAMN Neto, AF Silva & AL Souza. 2006. Composição florística do estrato arbóreo de Floresta Atlântica Interiorana em Araponga, Minas Gerais. Rev. Árvore 30(5): 859-870.
Souza GR, AL Peixoto, MJB Faria & AS Zaú. 2007. Composição florística e aspectos estruturais do estrato arbustivo-arbóreo de um trecho de Floresta Atlântica no médio Vale do Rio Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, Brasil. Sitientibus Série Ciências Biológicas 7(4): 398-409.
Ziparro VB, FAG Guilherme, RJ Almeida-Scabbia & LPC Morellato. 2005. Levantamento florístico de floresta Atlântica no Sul do Estado de São Paulo, Parque Estadual Intervales, Base Saibadela. Disponível em <http://www.biotaneotropica.org.br>.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).