Flora oleífera e sua guilda de abelhas em uma comunidade de restinga tropical

Autores

  • Mauro Ramalho Universidade Federal da Bahia, Instituto de Biologia. Campus Universitário de Ondina. 41940-240, Salvador, Bahia, Brasil.
  • Maíse Silva Universidade Federal da Bahia, Instituto de Biologia. Campus Universitário de Ondina. 41940-240, Salvador, Bahia, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb8233

Resumo

As abelhas Centridini destacam-se na comunidade de abelhas da restinga arbustivo-arbórea, onde somam 20% das espécies e 50% dos indivíduos. As 17 espécies dessa guilda de coletores de óleos concentram-se especialmente nas flores de Byrsonima sericea D.C. (Malpighiaceae), a única fonte local de óleos florais. B. sericea é auto-incompatível e depende de Centridini para polinização cruzada, por isso, a abundância dessas abelhas parece estreitamente relacionada à densidade local excepcionalmente elevada desta fonte de óleo (65 indiv/ha) e vice-versa. Este argumento é apoiado, indiretamente, pela correlação positiva entre as diversidades alfa de Centridini e de Malpighiaceae nesta faixa tropical. Em aparente contradição, a abundância de óleos florais oferece explicação mais satisfatória para a diversidade excepcionalmente elevada de Centridini na restinga, do que a riqueza local da flora oleífera. Ricos em óleos florais, os hábitats de restinga arbustiva-arbórea funcionam como centro de expansão populacional de Centridini e, por isso, têm papel central na conservação biológica in situ.

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Publicado

2002-06-30

Como Citar

Ramalho, M., & Silva, M. (2002). Flora oleífera e sua guilda de abelhas em uma comunidade de restinga tropical. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 2(1/2), 34–43. https://doi.org/10.13102/scb8233

Edição

Seção

Artigos