Alocação preferencial de recursos e morfologia de órgãos subterrâneos em plantas resistentes ao fogo em vegetação campestre

Autores

  • Miriã Maria Almeida de Abreu Silva Ferreira
  • Abel Augusto Conceição

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb114

Resumo

Os sistemas subterrâneos são importantes para sobrevivência das plantas e suas características morfológicas têm significado especial em ambientes sob distúrbio. O presente estudo teve como objetivo avaliar a existência de alocação preferencial dos recursos nas partes subterrâneas de plantas resistentes ao fogo e discutir implicações da alocação de recursos e da morfologia na dinâmica espacial e temporal de comunidades campestres suscetíveis ao fogo. O estudo restringiu-se a seis espécies campestres, sendo três monocotiledôneas (Hypolytrum pulchrum, Echinolaena inflexa e Andropogum sp.) e três eudicotiledôneas (Euphorbia sarcodes, Eryngium paraguariense e Marcetia taxifolia). As caracterizações morfológicas foram realizadas em cerca de cinco indivíduos de cada espécie, a partir de cortes anatômicos, fotos, medições com paquímetro digital, trenas e quantificação de biomassa seca das partes aéreas e subterrâneas. As plantas apresentaram diferentes arranjos espaciais que permitem a coexistência no espaço através de um jogo de habilidades associadas a características morfofuncionais aéreas e subterrâneas integradas. A maioria das espécies apresentou sistema subterrâneo integrado em redes com alocação preferencial de recursos para partes aéreas, com exceção de E. sarcodes. A morfologia é um fator fundamental nas respostas competitivas. As gemas desenvolvidas principalmente nos rizomas de plantas abundantes nessas fisionomias abertas constituem uma evidência da grande importância dessas estruturas na dinâmica de comunidades campestres.

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Publicado

2012-06-08

Como Citar

Ferreira, M. M. A. de A. S., & Conceição, A. A. (2012). Alocação preferencial de recursos e morfologia de órgãos subterrâneos em plantas resistentes ao fogo em vegetação campestre. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 12(1), 143–149. https://doi.org/10.13102/scb114

Edição

Seção

Artigos