O crescimento do “turismo de alimentação de botos”, uma nova indústria de turismo baseada no boto da Amazônia, Inia geoffrensis, no Estado do Amazonas, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb140Resumo
Na Amazônia, a habilidade e tradição de atrair turistas estãofortemente associadas ao ambiente natural e à oferta turística de observação e interação com animais icônicos. No Brasil,
quatro casos de agregações de botos da Amazônia (também chamado de boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa; Inia geoffrensis)
condicionados ao contato humano através da alimentação deliberada vêm ocorrendo no Estado do Amazonas, na Amazônia
Central, onde os turistas podem alimentar, tocar e nadar com os botos. A alimentação de golfinhos selvagens implica
significantes riscos, tanto para os animais como para os turistas, e esses riscos são evidentes na cidade de Novo Airão, que
é o mais antigo dos quatro casos mencionados. Existe pouca regulamentação, infraestrutura inadequada e ausência de
profissionais especializados para monitorar as atividades. Interações competitivas e agressivas, empurrões, investidas e
mordidas são comuns entre os botos, assim como interações de risco entre os turistas e os animais. É evidente que o
estabelecimento dessa interação homem-golfinho é facilitado pela alimentação deliberada e que a atividade se tornou
financeiramente lucrativa para a população local. É também claro que essa é uma atividade repleta de riscos, tanto para os
botos como para os turistas. Apesar de trazer benefícios para a região, o crescimento desse ‘turismo de alimentação de
botos’ na Amazônia é atualmente mal manejado e existe o risco de acidentes com ferimentos ou mesmo fatalidades se a
atividade continuar a ser desenvolvida dessa forma.
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Publicado
2012-03-28
Como Citar
Alves, L. C. P. de S., Andriolo, A., Orams, M. B., & Azevedo, A. de F. (2012). O crescimento do “turismo de alimentação de botos”, uma nova indústria de turismo baseada no boto da Amazônia, Inia geoffrensis, no Estado do Amazonas, Brasil. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 11(1), 8–15. https://doi.org/10.13102/scb140
Edição
Seção
Opiniões
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