Saberes e uso da flora madeireira por especialistas populares do agreste de Sergipe

Autores

  • Juliano Silva Lima
  • Débora Moreira de Oliveira
  • José Elvino do Nascimento Júnior
  • Renata Silva-Mann
  • Laura Jane Gomes

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb73

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar o conhecimento da flora madeireira por especialistas em quatro
comunidades rurais da região agreste de Sergipe. A coleta de dados ocorreu por meio da utilização de entrevistas
semiestruturadas, turnê-guiada e coleta de plantas para registro botânico. As espécies madeireiras foram classificadas em
quatro categorias, de acordo com o uso atribuído pelos 31 especialistas entrevistados: combustível, construção, tecnológico
e outros. Foram identificadas 126 espécies distribuídas em 95 gêneros e 38 famílias, sendo 84% nativas da Mata Atlântica
e 16% exóticas. Na categoria combustível, observou-se o maior número de citações, com 120 espécies, equivalente a 95%
de todas as citações, distribuídas nas subcategorias: casa de farinha (76 espécies utilizadas), uso doméstico (48), e para
comercialização (4). Na categoria construção, foram citadas 62 espécies; das quais, 49 se enquadraram na subcategoria
construção civil, sendo utilizadas como peças, caibros e vigas, e 23 se enquadraram na subcategoria construção rural, sendo
utilizadas em currais, cercas e cancelas. Para a categoria tecnologia, foram citadas 48 espécies, distribuídas em quatro
subcategorias: utensílio (26), transporte (3), ferramenta (11) e outras tecnologias (16). Na categoria outros usos, duas
espécies se enquadram em uso ornamental e uma em uso cultural. Constatou-se que os especialistas detêm um conhecimento
amplo quanto ao uso de espécies madeireiras e utilizam critérios de seletividade, tais como qualidade, peso, odor, sazonalidade
e aspectos religiosos.

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Publicado

2012-03-27

Como Citar

Lima, J. S., de Oliveira, D. M., do Nascimento Júnior, J. E., Silva-Mann, R., & Gomes, L. J. (2012). Saberes e uso da flora madeireira por especialistas populares do agreste de Sergipe. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 11(2), 239–253. https://doi.org/10.13102/scb73

Edição

Seção

Artigos