Caracterização preliminar do comércio ilegal de animais silvestres na Feira Livre do Bairro da Liberdade, Manacapuru, Estado do Amazonas, Brasil

Autores

  • Luiz Cláudio Pinto de Sá Alves Instituto Aqualie, Rua Edgard Werneck, 428/32, 22763-010, Rio de Janeiro, RJ, Brasil; Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rua São Francisco Xavier, 524/12005-F, Maracanã, 20550-900, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
  • Artur Andriolo Instituto Aqualie, Rua Edgard Werneck, 428/32, 22763-010, Rio de Janeiro, RJ, Brasil; Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Universitário, 36036-330, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb7968

Resumo

Sabe-se que a caça e a pesca fornecem a maior parte da proteína presente na dieta das populações amazônicas, e que com o subdesenvolvimento existente na maioria dessas comunidades a caça de subsistência geralmente passa a ser predatória, fomentando assim atividades ilegais de comércio de animais e seus produtos. O objetivo do presente estudo foi registrar e quantificar o comércio ilegal de animais silvestres na Feira Livre do Bairro da Liberdade, em Manacapuru, Estado do Amazonas. Para isso foi realizado nesse local um censo diário entre 20 e 22 de abril de 2009. No último dia de amostragem, após a realização do censo, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os proprietários dos três estandes onde a venda ilegal foi registrada. Durante os censos foram registradas a venda ilegal de cinco espécies de mamíferos, sendo elas o peixe-boi (Trichechus inunguis), a anta (Tapirus terrestris), o veado (Mazama sp.), a paca (Cuniculus paca) e a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), além de uma espécie de testudines (tracajá, Podocnemis unifilis) e uma de peixe ilegalmente comercializada na região (pirarucu, Arapaima gigas). Os entrevistados citaram diversos outros animais, sendo os mesmos comercializados mortos para serem geralmente utilizados como alimento (porcos-do-mato, cutias, macacos, tatus, tartarugas, jacarés, além de mutuns, jacus, papagaios e outras aves) e vivos (ariranha, Pteronura brasiliensis, papagaios e macacos). Os resultados apresentados neste estudo enfatizam a necessidade de uma maior fiscalização do comércio ilegal de animais silvestres na cidade de Manacapuru e região por agências ambientais do governo. É urgentemente necessário que seja implementado um programa de educação ambiental, que irá contribuir para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado na região.

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Publicado

2010-12-31

Como Citar

Alves, L. C. P. de S., & Andriolo, A. (2010). Caracterização preliminar do comércio ilegal de animais silvestres na Feira Livre do Bairro da Liberdade, Manacapuru, Estado do Amazonas, Brasil. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 10(2), 236–243. https://doi.org/10.13102/scb7968

Edição

Seção

Artigos