Herpetofauna no Campus da Universidade Federal do Espírito Santo, área urbana de Vitória, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb7974Resumo
O presente trabalho avaliou a composição da fauna de anuros e répteis que coexistem no campus central da Universidade Federal do Espírito Santo, área urbana de Vitória. O trabalho de campo foi executado mensalmente entre janeiro e dezembro de 2005. Os registros foram efetuados por meio de visualização, gravação de vocalizações e uso de pitfall traps. Foram registradas 12 espécies de anuros e oito de répteis: cinco lagartos, duas serpentes e um quelônio. A herpetofauna mostrou-se pouco diversa e composta de espécies generalistas de habitat, provavelmente devido à interferência das marés em várias áreas alagadas do campus e ao histórico de ocupação antrópica da área, o que desencadeou alteração ou eliminação de hábitats propícios para anfíbios e répteis especialistas.
Downloads
Referências
Ab’Saber AN. 1977. Os domínios morfoclimáticos da América do Sul. Primeira aproximação. Geomorfologia 53: 1-52.
Aquino L, A Kwet, MV Segalla & D Baldo. 2004. Rhinella crucifer. Disponível em <http://www.iucn.org>. Acesso em 23 jan. 2010.
Bérnils RS (Org.). Brazilian reptiles – List of species. Disponível em: <http://www.sbherpetologia.org.br/>. Acesso em 08 out. 2009.
Campbell HW & SP Christman. 1982. Field techniques for herpetofauna community analysis. In: NJ Scott Jr. (ed.). Herpetological communities. Washington, DC: U.S. Fish Wild. Ser. Wildl. Res. Rep.
Carnaval ACOQ, R Puschedorf, OL Peixoto, VK Verdade & MT Rodrigues. 2006. Amphibian chytrid fungus broadly distributed in the Brazilian Atlantic Rain Forest. EcoHealth 3: 41-48.
Cechin SZ & M Martins. 2000. Eficiência de armadilhas de queda (pitfall-traps) em amostras de anfíbios e répteis no Brasil. Revista Brasileira de Zoologia 17: 729-740.
Colli GR. 1991. Reproductive ecology of Ameiva ameiva (Sauria, Teiidae) in the Cerrado of Central Brasil. Copeia 4: 1002-1012.
Corn PS. 1994. Straight-line drift fences and pitfall traps. In: WR Heyer, MA Donnelly, RW McDiarmid, LC Hayek & MS Foster (eds.). Measuring and monitoring biological diversity: Standard methods for amphibians. Washington, DC: Smithsonian Institution Press.
Dean W. 1995. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica. São Paulo: Companhia das Letras.
Eterovick PC, ACOQ Carnaval, DM Borges-Nojosa, DL Silvano, MV Segalla & I Sazima. 2005. Amphibian declines in Brazil: An overview. Biotropica 37 (2): 166-179.
Giaretta AA. 1996. Reproductive specializations of the bromeliad Hylid frog Phyllodytes luteolus (Amphibia, Anura). Journal of Herpetology 30(1): 96-97.
IBAMA. 2003. Lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br>. Acesso em 25 dez. 2009.
INCAPER. 2007. Sistema de informação Agrometeorológica/ série histórica/ Instituto Nacional de Metereologia. Disponível em: <http://www.incaper.es.gov.br/clima/htm>. Acesso em 14 jan. 2007.
IUCN. 2009. Red list of threatened species. Disponível em: . Acesso em 12 ago. 2009.
Jim J. 1980. Aspectos ecológicos dos anfíbios registrados na região de Botucatu, São Paulo (Amphibia, Anura). Tese. Univ. S. Paulo. São Paulo.
Laurance WF, P Delamonica, SG Laurance, HL Vasconcelos & TE Lovejoy. 2000. Rainforest fragmentation kills big trees. Nature 404(6780): 836.
Liddle MJ & HR Scorgie. 1980. The effect of recreation on freshwater plants and animals: a review. Biological Conservation 17: 183-206.
Lopez LCS, PJF Pena Rodrigues & RI Rios. 1999. Frogs and snakes as phoretic dispersalagents of bromeliad ostracods (Limnocytheridae: Elpidium) and annelids (Naididae: Dero). Biotropica 31: 705-708
Marques, OAV, A Eterovic & I Sazima. 2001. Serpentes da Mata Atlântica: guia ilustrado para a Serra do Mar. Ribeirão Preto: Holos.
Norman DR. 1987. Man and Tegu lizards in esatern Paraguai. Biological Conservation 41: 39-56.
Oliveira MGN, CFD Rocha & T Bagnall. 1994. Comunidade animal associada à bromélia-tanque Neoregelia cruenta (R. Graham) L. B. Smith. Bromélia 1: 22-29.
Papp MG & COG Papp. 2000. Decline in a population of the treefrog
Phyllodytes luteolus after fire. Herpetological Review 31(2): 93-95.
Passamani M & SL Mendes. 2007. Espécies da fauna ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória: Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica.
Peixoto OL. 1995. Associação de anuros a bromeliáceas na Mata Atlantica. Revista da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Série Ciências da Vida 17(2): 75-83.
Picado C. 1913. Les broméliacées épiphytes considérées comme milieu biologique. Bulletin des Sciences de la France et de la Belgique 5: 215-360.
Pontes JA & CFD Rocha. 2008. Serpentes da Serra do Mendanha, Rio de Janeiro: ecologia e conservação. Rio de Janeiro: Technical books.
Prado GM & JP Pombal Jr. 2005. Distribuição espacial e temporal dos anuros em um brejo da Reserva Biológica de Duas Bocas, sudeste do Brasil. Arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro 63(4): 685-705.
Presch W. 1973. A review of the tegu lizards Tupinambis (Sauria: Teiidae) from South America. Copeia 4: 740-746.
Ramos AD & JL Gasparini. 2004. Anfíbios do Goiapaba-Açu, Fundão, Estado do Espírito Santo. Vitória: Gráfica Santo Antônio.
Rodder D, RB Narcizo, RL Teixeira & W Pertel. 2006. Bemerkungen zur Anurendiversitat und ökologie in einem Reservat in Atlantischem Regenwald in Sudöst Brasilien. Sauria 28(4): 27-38.
Rodder D, RL Teixeira, RB Ferreira, RB Dantas, W Pertel & GJ Guarneire. 2007. Anuran hotspots: The municipality of Santa Teresa, Espírito Santo, southeastern Brazil. Salamandra 43(2): 91-110.
Rodder D, M Solé & W Bohme. 2008. Predicting the potential distributions of two alien invasive Housegeckos (Gekkonidae: Hemidactylus frenatus, Hemidactylus mabouia). North-Western Journal of Zoology 4(2): 236-246.
Rodrigues MT. 1987. Sistemática, ecologia e zoogeografia dos Tropidurus do grupo torquatus ao Sul do Rio Amazonas (Sauria, Iguanidae). Arquivos do Museu de Zoologia de São Paulo 31: 105-230.
Rodrigues E 2001. Biologia da conservação. Londrina: Editora Planta.
Sartorius SS, LJ Vitt & GR Colli. 1999. Use of naturally and anthropegenically disturbed habitats in Amazonian rainforest by the teiid lizard Ameiva ameiva. Biological Conservation 90: 91-101.
Santos TG, KA Kopp, MR Spies, R Trevisan & SZ Cechin. 2005. Répteis do campus da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil. Biota Neotropica 5: 1-8.
Sazima I & CFB Haddad. 1992. Répteis da Serra do Japi: Notas sobre história natural. In: PC Morellato (org.). História natural da Serra do Japi: ecologia e preservação de uma área florestal no sudeste do Brasil. Campinas: Editora da Universidade/UNICAMP & FAPESP.
Sociedade Brasileira de Herpetologia. 2009. Brazilian amphibians: list of species. Disponível em: <http://www.sbherpetologia.org.br>. Acesso em 08 out. 2009.
Schineider JAP & RL Teixeira. 2001. Relacionamento entre anfíbios anuros e bromélias da restinga de regência, Linhares, Espírito Santo, Brasil. Iheringia Série Zoológica 91: 41-48.
Shibatta OA, W Galves, WPD Carmo, IP Lima, EV Lopes & RA Machado. 2009. A fauna de vertebrados do campus da Universidade Federal de Londrina, região nordeste do estado do Paraná, Brasil. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde 30: 3-26.
Solé M, IR Dias, EAS Rodrigues, E Marciano-Jr, SMJ Branco, KP Cavalcante & D Rodder. 2009. Diet of Leptodactylus ocellatus (Anura: Leptodactylidae) from a cacao plantation in southern Bahia, Brazil. Herpetology Notes 2: 9-15.
SOS Mata Atlântica. 2005. Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica. Disponível em: <http://www.sosmatatlantica.org.br>. Acesso em 20 nov. 2007.
Stebbins RC. 2003. A field guide to Western reptiles and amphibians. Boston: Houghton Mifflin Company.
Teixeira RL. 2001. Comunidade de lagartos da restinga de Guriri, São Mateus-ES, sudeste do Brasil. Atlântica 23: 77-84.
Teixeira RL, RB Ferreira, RB Dantas & W Pertel. 2006. Diversidade de anfíbios anuros no entorno da Reserva Biológica Augusto Ruschi. In: LAVieira & AM Assis (orgs.). Planejando paisagens sustentáveis no corredor central da Mata Atlântica. Santa Teresa: APROMAI.
Teixeira RL, RB Ferreira & D Rodder. 2008. Diversity and abundance variations of anurans at a permanent pond in Suruaca’s Valley, Linhares, Espírito Santo, Southeastern Brazil. Amphibia 7(1): 20-25.
Teixeira RL & D Rodder. 2007. A rapid assessment of an anuran community inhabiting tank bromeliads in saxicolous habitat of southeastern Brazil. Amphibia 6(1): 46-53.
Teixeira RL, C Zamprogno, GI Almeida & JAP Schineider. 1997. Tópicos ecológicos de Phyllodytes luteolus (Amphibia, Hylidae) da restinga de Guriri-ES. Revista Brasileira de Biologia 57(4): 647-654.
Van Rooy PTJ & AHP Stumpel. 1995. Ecological impact of economic development on Sardinian herpetofauna. Conservation Biology 9: 263-269.
Vanzolini PE. 1974. Ecological and geographical distribution of lizards in Pernambuco, Northeastern Brasil (Sauria). Papéis Avulsos de Zoologia de São Paulo 28(4): 61-90.
Vanzolini PE. 1986. Addenda and corrigenda to the catalogue of neotropical squamata – Part II: lizards and Amphisbaenia. Smithsonian Herpetological Information Service 70: 25.
Vanzolini PE & EE Williams. 1981. The vanishing refuge: A mechanism for ecogeographic speciation. Papéis Avulsos de Zoologia São Paulo 34: 251-255.
Vitt LJ & GR Colli. 1994. Geographical ecology of a neotropical lizard: Ameiva ameiva (Teiidae) in Brazil. Canadian Journal of Zoology 72: 1986-2008.
Vitt LJ & PA Zani. 1998. Ecological relationships among sympratic Lizards in a Transitional Forest in the Northern Amazon of Brazil. Journal Tropical Ecology 14(1): 63-86.
Vrcibradic D & CFD Rocha. 1996. Ecological differences in tropical sympatric skinks (Mabuya macrorhyncha and Mabuya agilis) in Southeastern Brazil. Journal of Herpetology 30(1): 60-67.
Zamprogno C & RL Teixeira. 1998. Hábitos alimentares da lagartixa-de-parede Hemidactylus mabouia (Reptilia, Gekkonidae) da planície Litorânea do Norte do Espírito Santo, Brasil. Revista Brasileira de Biologia 58(1): 143-15.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).