Associação das parasitoses intestinais com anemia e eosinofilia em escolares do povoado de Matinha dos Pretos, Feira de Santana, Bahia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb7983Resumo
Os enteroparasitos são capazes de desenvolver nos seus hospedeiros uma série de alterações fisiopatológicas responsáveis pelo desencadeamento da anemia e eosinofilia sanguínea em indivíduos parasitados. Diante do elevado índice de parasitoses intestinais observado em estudos anteriores no povoado de Matinha dos Pretos, Feira de Santana-BA, o presente trabalho teve o intuito de avaliar a associação das enteroparasitoses com a presença de anemia e eosinofilia em escolares da referida localidade. Para isto, foram coletadas as amostras de sangue e de fezes dos alunos para a realização das análises parasitológicas e hematológicas. Das 137 amostras estudadas, 53% (73) continham parasitos intestinais, com uma ou mais espécies diferentes, sendo os Ancilostomídeos ou sua associação com outras espécies parasitárias os enteroparasitos mais freqüentes; 10,24% (14) apresentaram anemia e 44,53% (61) demonstraram eosinofilia. No entanto, apesar da associação das enteroparasitoses com a presença de anemia e eosinofilia em algumas amostras analisadas, esta não foi significativa nos testes estatísticos. Desta forma, o alto índice de parasitoses intestinais e a presença de anemia e eosinofilia representam um problema de saúde pública, os quais podem comprometer o desenvolvimento e o rendimento dos escolares no referido povoado.
Downloads
Referências
Araújo BS de, JF dos Santos, AS Oliveira & TS Neiva. 2007. Análise comparativa dos índices de parasitoses intestinais, avaliada em duas etapas diferentes, no povoado de Matinha dos Pretos, Feira de Santana, Bahia, Brasil. Sitientibus, ser. Ci. Biol. 7(1): 10-14.
Brito LL, LM Barreto, RCR Silva, AMO Assis, GM Reis, I Parraga & RE Blanton. 2003. Fatores de risco para a anemia por deficiência de ferro em crianças e adolescentes parasitados por helmintos intestinais. Revista Pan-americana de Saúde Pública 14(6): 422-431.
Cantos GA, RL Dutra & JPK Koerich. 2004. Ocorrência de anemia ferropriva em pacientes com enteroparasitoses. Saúde em Revista 5(10): 43-48.
Cerqueira EM, JF Santos, JML Bringel, JE Correia, LA Cruz Luz, AO Santos, EM Gonçalves & GP Jesus. 2001. Identificação de anemia e parasitoses em um povoado de Feira de Santana-Ba (Matinha dos Pretos) no período de maio de 1999 a abril de 2000. Revista Brasileira de Análises Clínicas 3: 53-55.
Cimerman B & MA Franco. 2006. Atlas de parasitologia. Rio de Janeiro: Atheneu.
Costa OR, ES Silva, N Brito, O Forte & L Lins. 1960. Eosinofilia sangüinea. Revista do Serviço Especial de Saúde Pública 11(1): 197-206.
Ferreira SH, ML de Assunção, VS de Vasconcelos, FP de Melo,CG de Oliveira & TO Santos. 2002. Saúde de populações marginalizadas: desnutrição, anemia e enteroparasitoses e crianças de uma favela do “Movimento dos Sem Teto”, Maceió, Alagoas. Revista Brasileira Materno Infantil 2(2): 177-185.
Garcia LYC, ACA Mota, VO Filho & FAC Vaz. 1998. Anemias e carências na infância. Revista Revisões e Ensaios 20(2): 112-125.
Hoffmann WA, JA Pons & JL Janer. 1934. The sedimentation-concentration method in schistosomiasis mansoni. Journal of Public Health Tropical Medicine 9: 283-293.
Leite ACR. 2001. Ancylostomidae, p. 234-243. In: DP Neves, AL de Melo, O Genaro & MP Linardi (eds). Parasitologia humana. São Paulo: Atheneu.
Lichtman M & WJ Williams. 2005. Manual de hematologia de Williams. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed.
Ludwig KM, F Frei, F Álvares Filho & JT Ribeiro-Paes. 1999. Correlação entre condições de saneamento básico e parasitoses intestinais na população de Assis, Estado de São Paulo. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 32(5): 547-555.
Lutz A. 1919. Schistosoma mansoni and schistosomiasis observed in Brazil. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 11: 121-125.
Mapes V & M Tamigaki. 1979. Importância da reabsorção do ferro da hemorragia intestinal provocada pela ação dos vermes na progressão da anemia. Revista Saúde Pública 13: 357-365.
Medeiros D, AR Silva, JA Rizzo, ME Motta, FHB de Oliveira & ESC Sarinho. 2006. Total IgE level in respiratory allergy: study of patients at high risk for helminthic infection. Jornal de Pediatria 82(4):
Melo-Reis PR de, JAF Diniz-Filho, KGB Dias-Penna, SHN Costa, MM de Mesquita, JB da Silva, FS Castro & LC Chen. 2007. Correlação entre eosinofilia e protoparasitose por Giardia lamblia em crianças. Revista Brasileira de Análises Clínicas 39(3): 237-239.
Osório MM. 2002. Fatores determinantes da anemia em crianças. Jornal de Pediatria 78(4): 269-278.
Rey L. 1991. Parasitologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
Rocha GKAM, JAP Cavalcante, PF dos Santos, GJA da Rocha & TMD Medeiros. 2004. Prevalência de anemia em crianças e adolescentes portadores de enteroparasitoses. Revista Newslab 65: 172-188.
Silva AVM da. 2001. Ascaris lumbricoides, p. 228-233. In: DP Neves, AL de Melo, O Genaro & MP Linardi (eds). Parasitologia humana. São Paulo: Atheneu.
Santos JF, JE Correia, SSBS Gomes, PC da Silva & FA Borges. 1999. Estudos das parasitoses intestinais na comunidade carente dos bairros periféricos do Município de Feira de Santana - BA, 1993–1997. Sitientibus 20: 55-67.
Stefanini MLR, C Coll, BR Lerner, DLM Lei, SP Chaves, MS Di Pietro, AAM Oliveira & SC Szarfarc. 1995. Anemia e desnutrição em escolares da rede pública do município de Osasco, São Paulo, Brasil. Caderno de Saúde Pública 11(3): 439-447.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).