Conhecimento tradicional dos caçadores de Pedra Lavrada (Paraíba, Brasil) sobre os recursos faunísticos caçados

Autores

  • Marcela M. Ramos Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rua Juvêncio Arruda, Campos Universitário do Bodocongó, 58109-790, Campina Grande, Paraíba, Brasil.
  • José da Silva Mourão Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rua Juvêncio Arruda, Campos Universitário do Bodocongó, 58109-790, Campina Grande, Paraíba, Brasil.
  • Stephenson H. F. Abrantes Programa de Pós-Graduação em Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade Federal do Pará, Av. Perimetral, 1901/1907, Terra Firme, Caixa Postal 399, 66017-970, Belém, Pará; Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus de Patos, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Unidade Acadêmica de Ciências Biológicas, Caixa Postal 64, 58700-970, Patos, Paraíba, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb8014

Resumo

Este trabalho foi desenvolvido junto aos caçadores do Município de Pedra Lavrada, Paraíba, Brasil. O objetivo foi estudar o conhecimento dos caçadores sobre a biologia e ecologia dos recursos faunísticos. A metodologia utilizada envolveu as seguintes técnicas: bola de neve, turnês guiadas, observação direta, entrevistas livres e semi-estruturadas realizadas com 28 informantes-chave. Resultados mostram que a maioria dos caçadores entrevistados é jovem, generalistas (53,6%), moradores da zona urbana (57,9%). As técnicas de caça mais utilizadas foram: com cachorro (n=18) e com armadilha (n=18). Dos recursos faunísticos mais caçados, a lambu, a arribaçã e a rolinha representaram 82,1%, enquanto os tatus peba, verdadeiro e carrasco representaram 67,8% da preferência. Os entrevistados revelaram detalhes sobre dimorfismo sexual, utilização de hábitat e hábitos alimentares dos principais itens caçados, mostrando-se grandes conhecedores dos aspectos biológicos e ecológicos dos recursos faunísticos caçados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Ab’Saber NA. 1970. Províncias geológicas e domínios morfoclimáticos no Brasil. Geomorfologia (Inst. Geogr. Univ. S. Paulo) 20: 1-10.

Acre. 2000. Governo do Estado do Acre. Programa Estadual de Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Acre. Zonemanento Ecológico-Econômico: aspectos socioeconômicos e ocupação territorial – documento final. V. 2. Rio Branco: SECTMA.

Almeida FS. 2003. Aspectos ecológicos na etnomastozoologia dos caçadores do município de Paulista - PE. Monografia. Campina Grande: UEPB.

Angelini R & AR Carvalho. 2006. Tamanduá-mirim - Tamandua tetradactyla. Disponível online em: <http://www.pre.ueg.br/projetos/trilha_virtual/fauna_flora_html/tamandua.htm>. Acesso em: 19 de julho de 2006.

Araújo HFP. 2003. Aves que prenunciam chuva: percepção etnobiológica e etnoecológica de comunidades rurais no município de Soledade-PB. Monografia. Campina Grande. UEPB.

Avila-Pires TCS. 1995. Lizard of Brazilian Amazonia (Reptilia: Squamata). Zoologische Verhandelingen 299: 3-706.

Barboza RRD. 2005. Os moradores e as garças-vaqueiras (Bulbucus ibis) (Linnaeus, 1758), dos municípios de Riachão do Bacamarte, Gurinhém e Cajá (Caldas Brandão) – PB: uma interpretação etnoornitológica e etnoecológica. Monografia. Campina Grande: UEPB.

Blackmore S. (2000). The power of memes. Scientific American Oct.: 53-54.

Cruz MAOM, DM Borges-Nojosa, AR Langguth, MAN Sousa, LAM Silva, LMRM Leite, FMV Prado, KCS Veríssimo & BLC Moraes. 2005. Diversidade de mamíferos em áreas prioritárias para conservação da Caatinga, p. 182-201. In: FS Araújo, MJN Rodal & MRV Barbosa (orgs.). Análise das variações da Biodiversidade do bioma Caatinga. Suporte a Estratégias regionais da conservação. Brasília: MMA.

Cruz NRO & ACM Oliveira. 2006. Caracterização da atividade de caça em comunidades rurais do Lago de Tucuruí. Monografia. Belém: Universidade Federal do Pará.

Dawkins R. 1979. O gene egoísta. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia.

EMBRAPA. 2006. Tatu-peludo, tatupeba (Euphractus sexcintus): Ordem Xenartha, Família Dasypodidae. Disponível online em: <http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/mamifero/tatu_pel.html>. Acesso em: 24 de julho de 2006.

Emmons LH. 1990. Neotropical Rainforest mammals: a field guide. Chicago: University of Chicago Press.

Farias GB, WAG Silva & CG Albano. 2005. Diversidade de aves em áreas prioritárias da conservação da Caatinga, p. 204-226. In: FS Araújo, MJN Rodal & MRV Barbosa (orgs.). Análise das variações da Biodiversidade do bioma Caatinga. Suporte a Estratégias regionais da conservação. Brasília: MMA.

Fernandes-Pinto E & JGW Marques. 2004. Conhecimento etnoecológico de pescadores artesanais de Guaraqueçaba (PR), p. 163-190. In: AC Diegues (org.). Enciclopédia Caiçara. São Paulo: Editora Hucitec; NUPAUB: CEC/USP.

Fitzgerald LA, JM Chani & OE Donadio. 1991. Tupinambis lizards in Argentina: implementing management of a traditionally exploited resource, p. 303-316. In: J Robinson & K Redford (orgs). Neotropical wildlife: use and conservation. Chicago: University of Chicago Press.

Gelder V & R George. 1968. The genus Conepatus (Mammalia, Mustelidae): variation within a population. American Museum novitates 2322: 36-37.

Grenier L. 1998. Working with indigenous knowledge: a guide for reseachers. Canada: International Development Research Centre.

IBGE. 2000. Disponível online em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 05 de maio de 2005.

Ihering RV. 2002. Dicionário de animais do Brasil. Rio de Janeiro: DIFEL.

Lucena RFP. 2002. Plantas conhecidas como bioindicadoras de chuva por moradores de comunidades rurais do município de Soledade – PB: uma abordagem etnobotânica. Monografia. Campina Grande: UEPB.

Marques JGW. 1995. Pescando pescadores: etnoecologia abrangente no baixo São Francisco alagoano. São Paulo/Maceió: NUPAUB-USP.

McBee K & RJ Baker. 1982. Dasypus novemcitus. Mammalian species 162: 1-9.

MMA. 2006. Espécies mastofaunísticas encontradas nas áreas de influência. Disponível online em: <http://mapas.mma.gov.br/mapas/aplic/dadosdoc/chesf/fauna_itaparica/>. Acesso em: 19 de julho de 2006.

Morin E. 1984. O Método 3: o conhecimento do conhecimento. Paris: Fayard.

Oliveira JA, PR Gonçalves & CR Bonvicino. 2003. Mamíferos da Caatinga, p. 275-336. In: IR Leal, M Tabarelli & JMC Silva (eds.). Ecologia e conservação da Caatinga. Recife: Ed. Universitária da UFPE.

Prado MR, EC Rocha & GML Del Giudice. 2008. Mamíferos de médio e grande porte em um fragmento de Mata Atlântica, Minas Gerais, Brasil. Revista Árvore 32(4): 741-749.

Pough FH, CM Janis & JB Heiser. 2003. A vida dos vertebrados. 3ª ed. São Paulo: Atheneu.

Rodrigues MT. 1986. Potencial faunístico da caatinga. In: Simpósio sobre caatingas e sua exploração racional, Anais... Brasília, EMBRAPA, DDT, p. 163-170.

Rodrigues MT. 2003. Herpetofauna da Caatinga, p. 181-236. In: IR Leal, M Tabarelli & JMC Silva (eds.). Ecologia e conservação da Caatinga. Recife: Ed. Universitária da UFPE.

Rodrigues RC, ACA Amaral & LGJ Sales. 2004. Aves do Maciço do Baturité. João Pessoa: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis.

Sá IB, GR Riché & GA Fotius. 2004. As paisagens e o processo de degradação do semi-árido nordestino, p. 18-36. In: JMC Silva, M Tabarelli, MT Fonseca & LV Lins (orgs.). Biodiversidade da caatinga: áreas e ações prioritárias para conservação. Brasília: MMA; Recife: UFPE.

Santos ASR. 2006 Aves: pombas, rolas, rolinhas e jurutis (Família Columbidae). Disponível online em: <http://www.aultimaarcadenoe.com/pombas.htm>. Acesso em: 14 de julho de 2006.

Sick H. 2001. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Trinca CT. 2004. Caça em assentamento rural no Sul da Floresta amazônica. Disssertação. Belém: Universidade Federal do Pará, Museu Paraense Emílio Goeldi.

Vanzolini PE, AMM Ramos-Costa & LJ Vitt. 1980. Répteis das Caatingas. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências.

Downloads

Publicado

2009-12-31

Como Citar

Ramos, M. M., Mourão, J. da S., & Abrantes, S. H. F. (2009). Conhecimento tradicional dos caçadores de Pedra Lavrada (Paraíba, Brasil) sobre os recursos faunísticos caçados. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 9(4), 215–224. https://doi.org/10.13102/scb8014

Edição

Seção

Artigos