Levantamento das pteridófitas ornamentais na cidade de Salvador, Bahia

Autores

  • Taís Soares Macedo Botânica, Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS. Av. Transnordestina, s/n, Novo Horizonte, Prédio do LABIO, 44036-900, Feira de Santana, Bahia, Brasil.
  • Fabiana Regina Nonato Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz – FIOCRUZ. Rua Waldemar Falcão, 121, 40296-710, Salvador, Bahia, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb8018

Resumo

O presente estudo teve como objetivo realizar um levantamento das pteridófitas nos principais locais de venda de plantas ornamentais da cidade de Salvador, Bahia. O interesse pelo conhecimento das pteridófitas ornamentais existe pela evidência de se trazer à comunidade científica quais as espécies utilizadas para a ornamentação e principalmente se são nativas ou exóticas. A coleta foi realizada no primeiro semestre de 2008 e foram coletadas 14 espécies e três variedades cultivadas, distribuídas em dez gêneros e seis famílias. A maioria (8 spp.) tem distribuição paleotropical. Devido à maior parte das espécies encontradas serem exóticas, atenta-se para o fato de que muitas destas podem se tornar invasoras em ambientes naturais. A utilização de plantas nativas na ornamentação constitui uma das alternativas que elimina o risco da contaminação biológica por espécies exóticas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Barros ICL & LHC Andrade. 1997. Pteridófitas medicinais (samambaias, avencas e plantas afins). Recife: Ed. Universitária da UFPE.

Barroso CM, AB Delwing, GN Klein, IBI Barros & LB Franke. 2007. Considerações sobre a propagação e o uso ornamental de plantas raras ou ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul. Rev. Bras. Agroecologia 2(1): 426-429.

Boldrin AHL & J Prado. 2007. Pteridófitas terrestres e rupícolas do Forte dos Andradas, Guarujá, São Paulo, Brasil. Bol. Bot. Univ. São Paulo 25(1): 1-69.

Bostock PD & TM Spokes. 1998. Polypodiaceae. Disponível online em: <http://www.anbg.gov.au/abrs/online-resources/flora/stddisplay.xsql?sn_infspnm= POLYPODIACEAE&sn_infsprnk=fam.&sn_fam=&sn_gen=&sn_sp=>. Acesso em: 12 jul. 2008.

Flowers and Plants Association. 2008. Plant facts. Nephrolepsis “Green Fantasy”. Disponível online em: <http://www.flowers.org.uk/plants/facts/m-r/nephrolepsis.htm>. Acesso em: 10 ago. 2008.

Garcia PA. 2006. A família Dryopteridaceae Herter (Monilophyta) no estado de Minas Gerais, Brasil. Dissertação. Belo Horizonte: UFMG.

Heiden G, ET Stumpf, RL Barbieri & PR Grolli. 2007. Uso de plantas subarbustivas e herbáceas nativas do Rio Grande do Sul como alternativa a ornamentais exóticas. Rev. Bras. Agroecologia 2(1): 850-853.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2007. Banco de Dados: Salvador. Disponível online em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1>. Acesso em: 28 jul. 2008.

Iwatsuki K. 1995. Polypodiaceae. In: K Iwatsuki, T Yamazaki, DE Boufford & H Ohba (eds.). Flora of Japan. Pteridophyta e Gymnospermae. Vol. 1. Tóquio: Kodansha.

León B. 1993. A taxonomic revision of the fern genus Campyloneurum (Polypodiaceae). Ph.D. Thesis. Afdelingen for Systematisk Botanik. Risskov, Biologisk Institut Aarhus Universitet.

Lorenzi H & HM Souza. 2001. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum.

Maciel S, MGC Souza & MR Pietrobom. 2007. Licófitas e monilófitas do Bosque Rodrigues Alves Jardim Botânico da Amazônia, município de Belém, estado do Pará, Brasil. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, Ciências Naturais 2(2): 69-83.

Moran RC. 1995. Polypodiaceae. In: G Davidse, M Sousa & S Knapp (eds.). Flora Mesoamericana. Cidade do México, Universidad Nacional Autónoma de México; Londres, Missouri Botanical Garden, The Natural History Museum.

Nauman CE. 1995. Davalliaceae. In: G Davidse, M Sousa & S Knapp (eds.). Flora Mesoamericana. Cidade do México, Universidad Nacional Autónoma de México; Londres, Missouri Botanical Garden, The Natural History Museum.

Page CN. 1979. The diversity of ferns. An ecological perspective, p. 10-56. In: AF Dyer (eds.) The experimental biology of ferns. Londres: Academic Press.

Pichi-Sermolli REG. 1996. Authors of scientific names in Pteridophyta. Kew: Royal Botanic Gardens.

Proctor GR. 1985. Ferns of Jamaica: a guide to the Pteridophytes. Londres: British Museum Natural History.

Santos MG & LS Silvestre. 2006. Aspectos florísticos e econômicos das pteridófitas de um afloramento rochoso do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Acta Bot. Bras. 20(1): 115-124.

SDFS. 2000. San Diego Fern Society. Disponível online em: <http://www.sdfern.com/ferncat.htm>. Acesso em: 14 ago. 2008.

Sehnem A. 1968. Aspleniáceas, p. 1-96. In: R Reitz (eds.). Flora Ilustrada Catarinense. Parte I, fasc. ASPL. Itajaí: Herbário Barbosa Rodrigues.

Sehnem A. 1970. Polipodiáceas, p. 1-173. In: R Reitz (eds.) Flora Ilustrada Catarinense. Parte I, fasc. POLI. Itajaí: Herbário Barbosa Rodrigues.

Shieh WC, CE Devol & CM Kuo. 1994. Aspleniaceae. In: T Huang et al. (eds.). Flora of Taiwan. Vol. 1. 2ª ed. Taipei: Comitê Editorial da Flora de Taiwan.

Shugang L. 2000. Polypodiaceae – Parte 2. In: ZY Wu, PH Raven & DY Hong (eds.). Flora of China. Blechnaceae-Azollaceae. Vol. 3. Pequim: Science Press; St. Louis: Missouri Botanical Garden Press.

Silva AT, CEF Castro & O Yano. 1981. Samambaias e plantas afins. São Paulo: Instituto de Botânica.

Smith AR, KM Pryer, E Schuettpelz, P Korall, H Schneider & PG Wolf. 2006. A classification for extant ferns. Taxon 55(3): 705-731.

Soares ELC, GS Vendruscolo, SM Einsinger & RA Záchia. 2004. Estudo etnobotânico do uso dos recursos vegetais em São João do Polêsine, RS, Brasil, no período de outubro de 1999 a junho de 2001. I – Origem e fluxo do conhecimento. Revista Bras. Plant. Med. 6(3): 69-95.

Tryon RM & RG Stolze. 1989. Pteridophyta of Peru. Part V. Aspleniaceae-Polypodiaceae. Chicago: Field Museum of Natural History.

Tryon RM & A Tryon. 1982. Ferns and allied plants, with special reference to Tropical America. New York: Springer-Verlag.

Vitro Plus. 2008. A bird’s-eye view of the assortment. Países Baixos: Burgh Haamstede.

Windish PG. 1992. Pteridófitas da região Norte-ocidental do Estado de São Paulo: guia para estudo e excursões. São José do Rio Preto: Universidade Estadual Paulista.

Winter SLS, CM Mynssen & J Prado. 2007. Adiantum (Pteridaceae) no arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia 58(4): 847-858.

Ziller RS. 2001. Plantas exóticas invasoras: a ameaça da contaminação biológica. Ciência Hoje 30(178): 77-79.

Downloads

Publicado

2009-12-31

Como Citar

Macedo, T. S., & Nonato, F. R. (2009). Levantamento das pteridófitas ornamentais na cidade de Salvador, Bahia. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 9(4), 255–262. https://doi.org/10.13102/scb8018

Edição

Seção

Artigos