Fauna associada à bromélia Vriesea procera (Martius ex Schults Filius) Wittmack em monoculturas de seringueiras na Reserva Ecológica Michelin (Baixo Sul da Bahia, Brasil)

Autores

  • Simone Franco Rondinelli Universidade Federal da Bahia, Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina, 40170-290, Salvador, Bahia, Brasil.
  • Elaine Cristina Barbosa Cambuí Universidade Federal da Bahia, Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina, 40170-290, Salvador, Bahia, Brasil.
  • Marcos Moura Nogueira Universidade Federal da Bahia, Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina, 40170-290, Salvador, Bahia, Brasil.
  • Marta Muniz Freire Vargens Universidade Federal da Bahia, Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina, 40170-290, Salvador, Bahia, Brasil.
  • Milena Cordeiro Camardelli Universidade Federal da Bahia, Pós-graduação em Ecologia e Biomonitoramento Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina, 40170-290, Salvador, Bahia, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb8033

Resumo

Bromélias com forma de roseta atraem diversas espécies animais por funcionarem como fonte de abrigo, umidade, desenvolvimento e reprodução. Verificou-se se houve diferença na composição faunística associada à Vriesea procera entre duas áreas de cultivo de seringueira na Reserva Ecológica Michelin (BA). Foram coletadas 20 bromélias em seringais manejados e não manejados e os espécimes de fauna encontrados foram identificados no nível de morfoespécie. A ANOSIM detectou diferença significativa para a composição da fauna associada entre as monoculturas de seringueiras. O NMDS mostrou que as unidades amostrais encontram-se ordenadas evidenciando dois grupos distintos. Quando comparados os dois tratamentos, as áreas manejadas apresentaram maior abundância dos grupos mais representativos, provavelmente pela menor variedade de microhabitats encontrada nestes locais. Vriesea procera, por ser a única espécie de Bromeliaceae encontrada nas áreas manejadas, tem um papel ainda mais significativo na estrutura da comunidade local, principalmente para os indivíduos que possuem ciclo de vida dependente dos fitotelmas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

August PV 1983. The role of habitat complexity and heterogeneity in structuring tropical mammal communities. Ecology 64: 14 95-1507.

Bertoluci J & MT Rodrigues. 2002. Utilização de habitats reprodutivos e micro-habitats de vocalização em uma taxocenose de anuros (Amphibia) da Mata Atlântica do Sudeste do Brasil. Papéis Avulsos de Zool. 42(11): 287-297.

Blüthgen N, M Verhaagh, W Goitía & N Blüthgen. 2000. Ant nests in tank bromeliads – an example of non-specific interaction. Insects Soc. 47: 313-316.

Duellman WE & L Trueb. 1994. Biology of amphibians. New York: McGraw-Hill.

Gotelli NJ & AM Ellison. 2004. A primer of ecological statistics. Massachusets: Sinauer Associates, Inc. Publishers.

Iriart DE, P Catalá, JS Todaro, AF Panseri & MC Franceschini. 1999. Aspectos ecológicos de la fauna asociada a Aechmea distichantha (Bromeliaceae) con especial énfasis en su fitotelmata. Disponible em <http://usuarios.arnet.com.ar/kehr/Ecología.htm>.

Juncá FA & CLS Borges. 2002. Fauna associada a bromélias terrícolas da Serra da Jibóia, Bahia. Sitientibus Série Ciências Biológicas 2(1/2): 73-81.

Lehtinen RM. 2004. Tests for competition, cannibalism, and priority effects in two phytotelm-dwelling tadpoles from Madagascar. Herpetologica 60(1): 1-13.

Macarthur RH. 1964. Environment factors affecting bird species diversity. Am. Nat. 98: 387-397.

McCune B & JB Grace. 2002. Analysis of ecological communities. Oregon: MjM Software Design.

Mcneely JA & G Schroth. 2006. Agroforestry and biodiversity conservation - traditional practices, present dynamics and lessons for the future. Biodiv. and Conserv. 15: 549-554.

Mestre LAM, JMR Aranha & ML Esper. 2001. Macroinvertebrate Fauna Associated to the Bromeliad Vriesea inflata of the Atlantic Forest (Paraná State, Southern Brazil). Braz. Arch. Biol. Tech. 44(1): 89-94.

Oliveira MGN, CFD Rocha & T Bagnall. 1994. A comunidade animal associada à bromélia tanque Neoregelia cruenta (R. Graham) L. B. Smith. Rev. da Soc. Bras. de Bromélias 1: 22-29.

Oliveira FB & CA Navas. 2004. Plant Selection and Seasonal Patterns of Vocal Activity in Two Populations of the Bromeligen Treefrog Scinax perpusillus (Anura, Hylidae). J. Herpetol. 38(3): 331-339.

Oliveira RR. 2004. Importância das bromélias epífitas na ciclagem de nutrientes da Floresta Atlântica. Acta bot. bras. 18(4): 793-799.

Ospina-Bautista F, JV Estévez-Varón, J Betancur & ER Rebolledo. 2001. Estructura y Composición de la Comunidad de Macro Invertebrados Acuáticos asociados a Tillandsia turneri baker (Bromeliaceae) en un Bosque Alto Andino Colombiano. Acta Zool. Mex. (n.s.) 20(1): 153-166.

Peixoto OL. 1995. Associação de anuros e bromeliáceas na Mata Atlântica. Rev. Univ. Rural, Ser. Ciências da Vida 17(2): 75-83.

Rocha CFD, L Cogliatti-Carvalho, DR Almeida & AFN Freitas. 1997. Bromélias: ampliadoras da biodiversidade. Bromelia 4: 7-10.

Romero GQ & J Vasconcellos-Neto. 2004a. Spatial Distribution Patterns of Jumping Spiders Associated withTerrestrial Bromeliads. Biotropica 36(4): 596-601.

Romero GQ & J Vasconcellos-Neto. 2004b. Beneficial effects of flower-dwelling predators on their host plant. Ecology 85(2): 446-457.

Romero GQ & J Vasconcellos-Neto. 2005. Population dynamics, age structure and sex ratio of the bromeliad-dwelling jumping spider, Psecas chapoda (Salticidae). J. Nat. Hist. 39(2): 153-163.

Schineider JAP & RL Teixeira. 2001. Relacionamento entre anfíbios anuros e bromélias da restinga de Regência, Linhares, Espírito Santo, Brasil. Iheringia, Sér. Zool. (91): 41-48.

Silva NFS & JML Gomes. 2003. Bromeliaceae do Sítio Morro do Céu, Serra (ES). Natureza on line 1(2): 1-11.

Teixeira RL, JAP Schineider & GI Almeida. 2002. The occurrence of amphibians in bromeliads from a Southeastern Brazilian restinga habitat, with special reference to Aparasphenodon brunoi (Anura, Hylidae). Braz. J. Biol. 62(2): 263-268.

Waldemar CC & BE Irgang. 2003. A ocorrência do mutualismo facultativo entre Dyckia marítima Backer (Bromeliaceae) e o cupim Cortaritermes silvestrii (Holmgren), Nasutitermitinae, em afloramentos rochosos no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS. Acta bot. bras. 17(1): 37-48.

Wittman PK. 2000. The animal community associated with canopy bromeliads of the lowland Peruvian Amazon Rain Forest. Selbyana 21(1.2): 48-51.

Downloads

Publicado

2008-12-31

Como Citar

Rondinelli, S. F., Cambuí, E. C. B., Nogueira, M. M., Vargens, M. M. F., & Camardelli, M. C. (2008). Fauna associada à bromélia Vriesea procera (Martius ex Schults Filius) Wittmack em monoculturas de seringueiras na Reserva Ecológica Michelin (Baixo Sul da Bahia, Brasil). SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 8(3/4), 311–315. https://doi.org/10.13102/scb8033

Edição

Seção

Artigos