Pescadores artesanais do estuário do Rio Timbó, Pernambuco, Brasil: cultura, sobrevivência e imaginário
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb8135Resumo
Alguns aspectos sócio-culturais da comunidade de pescadores artesanais que vivem e trabalham no estuário do Rio Timbó, Estado de Pernambuco, Brasil, foram estudados durante o ano de 1999, com o propósito de entender como os recursos estuarinos são explorados por eles e como é o seu cotidiano. A pesquisa baseou-se na obtenção de dados através de formulários semi-estruturados e entrevistas livres, realizadas com 150 pescadores locais durante várias visitas efetuadas à área. Os aspectos analisados foram atividade pesqueira, etnomedicina, estratégias adicionais que os pescadores usam para sobrevivência e aspectos de seu imaginário. Uma grande diversidade de apetrechos de pesca é utilizada pelos pescadores desse estuário, a maior parte concebida e construída por eles próprios. A pesca representa a principal fonte de subsistência, mas complementarmente muitos pescadores também criam animais em cativeiro ou praticam pequena agricultura. Normalmente, suas doenças são tratadas com produtos naturais que eles extraem do estuário e das imediações. Seu imaginário oscila entre a crença divina e o encantamento, representado por uma grande quantidade de entidades folclóricas. Esses dados podem ser úteis para propósitos de conservação dos bens e serviços desse ecossistema estuarino e de sua biodiversidade. Os resultados também são importantes para a perpetuação dos valores sócio-culturais locais, que hoje se encontram fortemente pressionados por componentes exógenos.
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