Assembléias de Formicidae epigéas no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil

Autores

  • Luiza Carla B. Martins Laboratório de Mirmecologia, Convênio CEPEC/UESC, C.P. 7, 45600-000, Itabuna, Bahia, Brasil.
  • José Raimundo Maia dos Santos Laboratório de Mirmecologia, Convênio CEPEC/UESC, C.P. 7, 45600-000, Itabuna, Bahia, Brasil.
  • Ivan C. do Nascimento Laboratório de Mirmecologia, Convênio CEPEC/UESC, C.P. 7, 45600-000, Itabuna, Bahia, Brasil; Pós-Graduação em Entomologia, Universidade Federal de Viçosa, 36570-000, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.
  • Namara S. Lopes Laboratório de Mirmecologia, Convênio CEPEC/UESC, C.P. 7, 45600-000, Itabuna, Bahia, Brasil.
  • Jacques H. C. Delabie Laboratório de Mirmecologia, Convênio CEPEC/UESC, C.P. 7, 45600-000, Itabuna, Bahia, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.13102/scb8196

Resumo

Foram realizadas coletas de Formicidae em quatro localidades situadas no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, região central do Estado da Bahia. A vegetação pertence ao bioma Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual), mas é regionalmente circundada por outras formações vegetais, sobretudo dos biomas caatinga e campo rupestre. Em cada uma das quatro áreas, foram coletadas 50 amostras de formigas da serapilheira com o extrator de Winkler e outros 50, com armadilhas de tipo pitfall. Foi encontrado um total de 191 espécies, distribuídas em 47 gêneros. A armadilha de Winkler foi a mais eficiente na captura de espécies. As comunidades das duas áreas situadas mais próximas ao Parque Nacional, em Lençóis, foram as que apresentaram maior similaridade entre si e maior número de espécies, talvez porque foram menos utilizadas pelo homem nos últimos 40 anos do que as duas outras áreas estudadas, situadas em fazendas mais distantes do Parque. A análise comparativa dos índices de similaridade, calculados a partir dos resultados das capturas realizadas com as armadilhas pit-fall e extrator de Winkler, indica que os dois agrupamentos relativos às quatro áreas estudadas são estritamente iguais. Apesar de esse resultado ser surpreendente, ele mostra que, qualquer que seja o método de coleta, isto é, o segmento de fauna amostrada, a similitude relativa entre series amostrais é respeitada. Se essa colocação se verificar em outras condições experimentais e outros biomas, ela indica que, em caso de uso das formigas como indicadores biológicos, diversas metodologias de amostragens poderiam ser indiscriminadamente utilizadas na avaliação comparativa de assembléias de Formicidae, mesmo se forem estudados estratos da fauna diferentes, sem prejuízo das conclusões que podem ser retiradas sobre as características de degradação ou de conservação de cada uma.

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Publicado

2006-12-31

Como Citar

Martins, L. C. B., Santos, J. R. M. dos, Nascimento, I. C. do, Lopes, N. S., & Delabie, J. H. C. (2006). Assembléias de Formicidae epigéas no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. SITIENTIBUS Série Ciências Biológicas, 6(4), 306–316. https://doi.org/10.13102/scb8196

Edição

Seção

Artigos