Levantamento etnobotânico e etnofarmacológico de plantas medicinais do município de Itaberaba-BA para cultivo e preservação)
DOI:
https://doi.org/10.13102/scb8210Resumo
A utilização de plantas medicinais do semi-árido da Bahia está sendo estudada por uma equipe de pesquisadores do Horto Florestal da Universidade Estadual de Feira de Santana, em Feira de Santana, Bahia. No município de Itaberaba, pertencente à microrregião do semi-árido baiano, à borda da Chapada Diamantina, foi realizado um estudo etnobotânico com o objetivo de fazer um levantamento de espécies vegetais com propriedades medicinais utilizadas pelas comunidades urbanas do município, identificando seus principais aspectos botânicos e farmacológicos, para que as plantas sejam preservadas no banco de germoplasma do Horto Florestal. Os dados foram obtidos mediante aplicação de um questionário constituído de perguntas simples sobre os aspectos botânicos e as formas de utilização das plantas relatadas. A relação entre a nomenclatura popular e científica foi feita com auxílio de bibliografia especializada. Foram citadas um total de 50 espécies vegetais distribuídas em 27 famílias distintas, sendo Labiatae (8 espécies), Leguminosae (5 espécies), Compositae (3 espécies) e Myrtaceae (3 espécies) as mais representativas. A maioria das plantas do levantamento é cultivada ou extraída em quintais, terreiros ou jardins da própria comunidade. Elas são, na maioria, ervas e as folhas são as partes mais utilizadas. As espécies mais utilizadas são carrapicho-de-agulha (Bidens pilosa), mastruz (Chenopodium ambrosioides), barbatimão (Stryphnodendrom barbatiman), babosa (Aloe barbadensis), boldo-comum (Plectranthus barbatus) e hortelã-graúda (Plectranthus amboinicus). As plantas citadas foram sugeridas para diversas enfermidades que aparecem nos aparelhos digestivo, respiratório e genito-urinário, machucados e traumas, dores musculares e viscerais, doenças de pele e nervosas. Essas plantas serão cultivadas e preservadas no Horto Florestal da UEFS.
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