Qual edição e o que editar

Auteurs

  • Célia Marques Telles UFBA
  • Alícia Dhuá Lose UFBA

DOI :

https://doi.org/10.13102/cl.v18i2.1863

Résumé

De início, apresenta-se a definição de filólogo de L. S Picchio e, de imediato, remonta-se à discussão de F. de Saussure sobre filologia, chegando-se, então ao “regresso à filologia” de Paul de Man. Por fim, toma-se a posição de Llored quanto à filologia. Ao preocupar-se com o objeto da Filologia, vai-se ao princípio do século XX com as nove etapas da filologia, apontadas por C. M. de Vasconcelos, que, na sua essência, são os mesmos com que se depara o filólogo nos dias atuais. Lembra-se, com B. Cerquiglini, a importância da escrita na sociedade medieval e chega-se, enfim, aos rascunhos dos escritores modernos e a importância dos dados de fala, alcançando-se o núcleo da investigação, que é o texto. Finalmente adverte-se que a filologia debruça-se sobre o documento, guardado, preservado nos arquivos. Explica-se a necessidade de o filólogo fazer edições de caráter conservador, preservando as características grafemáticas do texto, mas permitindo, também, a análise de outros níveis linguísticos no texto, como mostra R. Wright. Em seguida, passa-se a falar dos critérios de edição de textos, contrapondo antigas práticas com o comportamento dos editores na atualidade e a importância do texto fidedigno para o estudo do texto. E, então, passa-se a explicar a edição conservadora de textos na era da informática, ressaltando-se as tecnologias de que dispõe o editor de textos, lembrando a discussão trazida por M.C. P de Sousa, quanto à importância da cópia no meio digital e explicam-se as etapas da edição de um texto na era digital, chegando-se à edição digital hipertextual e, por conseguinte, à edição eletrônica. Nessa direção adverte-se o fato de que os princípios seguidos devem ser obedecidos a fim de que a edição digital possas cumprir o seu papel e tenha um espaço que a diferencia da edição estática feita nos moldes tradicionais. Conclui-se assinalando que o avanço tecnológico permitiu que a tarefa de proceder-se à transcrição do texto aumentou em velocidade e em variedades de formatos de apresentação, mas enfatizando-se ser a competência e a seriedade do pesquisador, por trás da decodificação dos caracteres e da escolha dos critérios, o ponto mais importante para a realização de um bom trabalho filológico.

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Publiée

2017-12-18

Comment citer

Telles, C. M., & Lose, A. D. (2017). Qual edição e o que editar. A Cor Das Letras, 18(2), 271–293. https://doi.org/10.13102/cl.v18i2.1863