A escrevivência de Conceição Evaristo como espelho de Oxum e Iemanjá: formas outras de “se ver” na/pela literatura negro-brasileira

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DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v24i1.6269

Resumo

Este artigo com base nos pressupostos teóricos/metodológicos da Análise de Discurso, de linha francesa, que tem como expoente Michel Pêcheux (1975), busca compreender os sentidos de denúncia num gesto de escuta do funcionamento discursivo da escrevivência de Conceição Evaristo em sua posição-sujeito de escritora. Partimos do entendimento de que a visão eurocentrada naturalizou o branco como o ser humano “padrão”, “único”, “normal”, produzindo sentidos contrários aos sujeitos pretos e pretas sendo o(a) esses os diferentes. Segundo Orlandi, 2017, p. 96, “[...] a cor negra é estigmatizada: ‘não é para ser negro’ [...] ou seja, há uma interdição em, pura e simplesmente, ser negro”. É nessa negação do existir e pela “[...] irracionalidade do racismo que nos coloca a/o ‘Outra/o’, como diferente, como incompatível, como conflitante, como estranha/o e incomum” (KILOMBA, 2019, p. 40). Portanto o objetivo é analisar os sentidos de representatividade que a escrevivência causa em relação ao lugar de enunciação em que o sujeito preto e preta devem ocupar, uma vez que “o não lugar, o não ser, e o não estar” já são pré-estabelecidos no imaginário social em que o racismo atua.

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Biografia do Autor

Karla Daniel Martins de Souza Albuquerque, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Letras - Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste. Possui licenciatura em Letras Português/Espanhol e suas respectivas Literaturas e Pedagogia pelo CTESOP-Centro Técnico-Educacional Superior do Oeste Paranaense. Especializações em Gestão Escolar e Docência no Ensino Superior; Alfabetização e Letramento; Cultura e Literatura. Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, pelo Colégio Estadual Chateaubriandense. Tem experiência na área de Educação, com ênfase no ensino de Leitura, Produção de Textos, Literatura, Língua Portuguesa e Língua Espanhola.

Dantielli Assumpção Garcia, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Possui graduação em Licenciatura em Letras: Português/Espanhol pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005), mestrado em Estudos Linguísticos (2008) e doutorado em Estudos Linguísticos também pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2011). Realizou uma pesquisa de Pós-Doutorado (A Marcha das Vadias nas redes sociais: efeitos de feminismo e mulher, Apoio Fapesp) na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (USP) sob a supervisão da Profa. Dra. Lucília Maria Abrahão e Sousa (2013-2015).

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Publicado

2024-12-30

Como Citar

Souza Albuquerque, K. D. M. de, & Garcia, D. A. (2024). A escrevivência de Conceição Evaristo como espelho de Oxum e Iemanjá: formas outras de “se ver” na/pela literatura negro-brasileira. A Cor Das Letras, 25(2). https://doi.org/10.13102/cl.v24i1.6269