Do fac-símile à edição semidiplomática do Livro de Razão do Campo Seco: desafios para a transmissão e preservação da memória social de um povo.
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v23i2.8382Palavras-chave:
Editing. Livro de Razão. Tansmission. Preservation.. Written cultural heritageResumo
Este artigo tem como objetivo apresentar o processo de edição do Livro de Razão do Campo Seco, manuscrito produzido entre 1794 e 1838, por três pessoas da família Pinheiro Canguçu (Antônio Pinheiro Pinto, Inocêncio José Pinheiro e Miguel Joaquim de Castro Mirante) em Bom Jesus dos Meiras, atual cidade de Brumado. Para tanto, destacamos a importância da formação do profissional que se dedica ao ofício de edição, expomos a história do manuscrito através de sua caracterização formal e da identificação de sua autoria material e intelectual, além da definição dos tipos de edição realizados. Enfatizamos ainda os desafios encontrados no processo de edição e os procedimentos adotados para superá-los e nos aproximar da forma genuína do testemunho. Os resultados obtidos revelam um procedimento metodológico que possibilita, de forma segura, “a transmissão e a preservação do patrimônio cultural escrito de um povo” (CAMBRAIA, 2012, p. 295).
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