Polivalência dos avaliativos -ALH-, -ÃO e -INH- no português do Brasil e de Portugal

Autores

  • Graça Rio-Torto Universidade de Coimbra

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v26iEspecial.9106

Palavras-chave:

Sufixos avaliativos. Morfologia derivacional. Formação de palavras do português. Sufixos diminutivos e aumentativos. Sufixos avaliativos. Morfologia derivacional. Formação de palavras do português. Sufixos diminutivos e aumentativos.

Resumo

O presente estudo procura descrever e explicar a coexistência dos valores diminutivo/atenuativo e aumentativo/intensificativo de três sufixos avaliativos do português: -alh-, -ão e -inh-. O sufixo -alh- é de todos o menos representado, em qualquer das longitudes onde a língua portuguesa é usada. Mas os dados do português europeu ‘popular’ do século XX trazem novas luzes sobre as valências deste sufixo. Os sufixos -ão e -inhosão muito convocados quer no português do Brasil, quer no português de Portugal, e bem assim nas variedades nativizadas do Português usadas no continente africano. Todavia, o valor diminutivo de -ão, presente no português europeu e no português do Brasil, é pouco conhecido, porque menos representado que o aumentativo/intensivo. Já o valor intensivo de -inho, sufixo diminutivo/atenuativo por excelência, tem uma natureza e condições de uso específicas, sobre as quais refletiremos. A coexistência de valores tão antagónicos num mesmo sufixo coloca desafios muito relevantes às teorias morfológicas, na medida em que derroga o princípio do pareamento forma-sentido-função.

O quadro teórico que espalda esta reflexão é multidimensional, cruzando morfologia lexicalista com linguística funcionalista do uso e pragmática, e envolve nomes de referência dos estudos morfológicos e lexicais como Aronoff & Fudeman 2005, Basílio 1999, 2004, Bechara 2004, Booij 2010, Cunha & Cintra 1984, Nunes 1989, AUTOR 1993, 2020, 2022, C. M. Vasconcelos 1914.

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Publicado

2026-01-10

Como Citar

Rio-Torto, G. (2026). Polivalência dos avaliativos -ALH-, -ÃO e -INH- no português do Brasil e de Portugal. A Cor Das Letras, 26(Especial), 526–538. https://doi.org/10.13102/cl.v26iEspecial.9106