O uso de corpus metalinguístico na construção de parâmetros de escrita para identificação de perfis de redatores oitocentistas
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v23i2.7762Palavras-chave:
Gramática. Ortografia. Princípio etimológicoResumo
Este artigo descreve a prescrição da norma gráfica portuguesa em gramáticos brasileiros da segunda metade do século XIX, com intuito de reconhecer, neste saber metalinguístico, quais eram os ideais de escrita. Para o período, considera-se o princípio etimológico presente em grafemas consonantais como um valor de prestígio. Olhar para os textos metalinguísticos seria a possibilidade de captar esse valor e apurar em qual medida estava presente nas práticas gráficas. Para isso, fez-se necessário reconhecer testemunhos que fossem representativos do período, da região e do grupo social, bem como comparar a transmissão em cada gramática, em pelo menos 3 edições, como forma de observar a consistência das prescrições em um momento em que ainda não havia uma ortografia uniforme para os redatores de Língua Portuguesa e predominava uma espécie de “ortografia usual”. Por fim, os resultados apontam para o consenso na prescrição de formas mais usuais e um detalhamento maior por parte dos gramáticos da corrente científica. A comparação entre o elenco de grafemas etimológicos apresentados nas gramáticas estudadas e os grafemas identificados nos usos de redatores reconhecidamente ilustrados do século XIX é um importante parâmetro de erudição escrita.
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