Rasuras em sala: Leitura, literatura de autoria feminina e sala de aula
DOI :
https://doi.org/10.13102/cl.v26i3.11949Mots-clés :
Literatura. Leitura. Escrita. Ensino MédioRésumé
O artigo em questão pretende traçar uma reflexão sobre a importância de trabalhar literatura de autoria feminina em sala de aula numa perspectiva dos estudos feministas. Por muito tempo, os escritos de autoria feminina foram negligenciados, apagados e silenciados em nosso país. Nesse sentido, emerge uma constante necessidade de discutir nas aulas de literatura textos escritos por mulheres, bem como seus contextos de criação e circulação com o objetivo de rasurar essa metodologia que vem sendo empregada há anos nas instituições escolares. Assim, tomar-se-á como fundamentação básica para este trabalho os escritos de Simone de Beauvoir (1980), Zilda de Oliveira Freitas (2002), Jailma dos Santos Pedreira Moreira (2011), entre outros, para discussão sobre gênero na perspectiva do feminismo, escrita de autoria feminina e literatura de mulheres em sala de aula. Bem como reflexões de Ítalo Calvino (1992), Antoine Compagnon (1999), Jonathan Culler e Tzvetan Todorov (2010), para discutirmos o conceito de literatura ao longo dos tempos e sua relação com a produção de cultura na sociedade, numa perspectiva crítica cultural. No que tange ao conceito de leitura, nos valeremos da teoria em torno de leitura subjetiva proposta por Annie Rouxel (2012 e 2018). Assim, buscamos estimular futuras discussões, reflexões e projetos que valorizem a literatura de autoria feminina como uma potência discursiva essencial na sala de aula. Mesmo tendo sido silenciada, apagada e considerada alheia ao cânone literário por muito tempo, essa literatura merece seu espaço e reconhecimento.
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