O itinerário do narrador em Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso de Jorge Amado
DOI :
https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7096Résumé
Resumo: O presente artigo propõe-se a analisar o romance de Jorge Amado, Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso, de 1961, tomando como eixo condutor o diálogo que o mesmo estabelece com a tradição literária picaresca. Objetiva-se situar a obra amadiana no prolongamento da tradição picaresca, identificando as características que ela incorpora do gênero e a maneira como ela as transforma, contribuindo para o surgimento do romance neopicaresco no Brasil, focando o narrador-personagem. Revisita-se o surgimento do gênero picaresco na literatura espanhola e sua sobrevivência na literatura ocidental, com a finalidade de examinar sua adaptação a um outro contexto, o do cenário baiano do Brasil do século XX, com suas especificidades sociais, históricas e culturais. Apoia-se, no conceito de González, com a finalidade de precisar a contribuição específica do romance de Jorge Amado à literatura pícara moderna.
Palavras-chave: Jorge Amado. Romance neopicaresco. Narrador.
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