O português do Oeste baiano: constituição de corpus em Santa Maria da Vitória
DOI :
https://doi.org/10.13102/cl.v22iEsp..7472Mots-clés :
Sociolinguística, Constituição de corpus, Santa Maria da VitóriaRésumé
Este trabalho tem como objetivo discutir aspectos metodológicos de constituição de corpus e, para tanto, apresenta a metodologia e o levantamento de dados linguísticos utilizados como objeto de pesquisa da tese “O português falado no Oeste baiano: constituição de corpus e análise das estratégias de relativização”, vinculada ao projeto “Os falares do Além São Francisco” (FIGUEIREDO, 2015), da UFBA, em parceria com o projeto “O português rural do Oeste da Bahia”, da UFOB. O objetivo central da pesquisa é o de contribuir para a compreensão e descrição linguísticas dos falares baianos do Oeste da Bahia e da sua formação sócio-histórica, através da constituição de corpus em Santa Maria da Vitória (SAMAVI). A partir da coleta da fala vernacular da comunidade quilombola de Montevidinha e da comunidade urbana de SAMAVI, ambas localizadas no Oeste baiano, desenvolve-se a análise de estudos sociolinguísticos e sócio-históricos, resgatando a importância da região, tendo em vista os dados históricos percebidos por meio das narrativas orais, linguísticas, culturais e sociais, que serão apresentados brevemente neste trabalho. Para a construção metodológica da pesquisa, toma-se como base a Sociolinguística Laboviana, por meio do levantamento de células sociais, entrevistas e transcrições linguísticas. Até o momento, nossos resultados abrangem: 12 entrevistas (11 concluídas e uma em andamento) dos falantes de Montevidinha; em SAMAVI, foram gravadas 12 entrevistas sociolinguísticas, reunidas em um corpus com a seguinte estratificação social: três faixas etárias (Faixa I – 25 a 35 anos, Faixa II – 45 a 55 anos, Faixa III – acima de 65 anos) e dois sexos (masculino e feminino). Espera-se que o estudo contribua para a compreensão e descrição linguísticas dos falares do Oeste da Bahia, além de contribuir para a documentação de sua formação sócio-histórica, para a ampliação dos estudos sociolinguísticos no Brasil e para a compreensão da formação sócio-histórica do português brasileiro.
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