Diálogos intertextuais e traços memorialísticos em A solidão mais funda, de Ângela Vilma
DOI :
https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.7654Mots-clés :
Poesia, Ângela Vilma, Intertextualidade., Traços memorialísticos.Résumé
RESUMO: O presente artigo analisa a produção poética do livro A solidão mais funda, da autora baiana Ângela Vilma, sob a perspectiva de que existem, na obra, dois movimentos. No primeiro, poemas que ensaiam dialogar com autores canônicos, como Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, entre outros. No segundo, está presente o traço memorialístico, herdeiro sobretudo de Herberto Sales, autor cuja obra a poeta lia desde a adolescência. Para isso, valemo-nos dos conceitos de recordação e reminiscência de Walter Benjamim (1892-1940), segundo o qual, o ato de lembrar do escritor provém não só de sua rememoração, como também articula memória e imaginação criativa, que também é tratado Gaston Bachelard (1884-1962). Assim, a poeta parte de rememorações, consciente ou inconscientemente: ora reconfigurando-as segundo a imaginação do eu-lírico, ora ficcionalizando-as, fazendo o leitor reviver suas subjetividades.
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