“Eju orendive” ou a poética da sobrevivência: rap indígena como resistência ancestral

Autores

  • Cleber José de Oliveira UEMS

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.11297

Palavras-chave:

Rap indígena. Poética da sobrevivência. Crítica social. Ressignificação cultural. Contemporaneidade.

Resumo

O rap é arte poética, é ato político, é afeto coletivo. Nesse sentido, ele não é inofensivo, pois pode atuar como instrumento denunciador de situações factuais de restrição de direitos, ou a negação deles, a determinados estratos sociais. Não alheio a isso, este artigo discute a expressão artística rap produzido por sujeitos indígenas sob a égide de uma “poética e política da sobrevivência”. Argumenta que seus produtores ressignificam e transformam violências físicas e simbólicas, por eles sofridas, em elemento estético, o que no limite a configura como um potente instrumento de autodefesa, denúncia e atuação política. Salienta que o discurso poético vinculado a essa expressão visa fortalecer as lutas pelo direito de existirem, posse definitiva de territórios e respeito aos modos de vida, cosmovisão e tradições; ao passo que se coloca em rota de colisão frontal com os interesses do status quo. Para tanto, apresenta e analisa letras de raps produzidas por MCs e grupos de rap oriundos das aldeias/reservas Jaguapiru e Bororó da cidade de Dourados (MS) e Krukutu e Jaraguá da cidade de São Paulo (SP), e também por coletivos e MCs das periferias da cidade fronteiriça de Corumbá (MS).

 

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Publicado

2024-12-30

Como Citar

de Oliveira, C. J. (2024). “Eju orendive” ou a poética da sobrevivência: rap indígena como resistência ancestral. A Cor Das Letras, 25(2). https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.11297