METAMORFOSES: O COELHO-HOMEM OU HOMEM-COELHO, DE MURILO RUBIÃO
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v15i1.1420Resumo
Os cenários atravessados pela manifestação do insólito têm se tor- nado recorrente no âmbito das literaturas do fantástico. A personagem prin- cipal em “Teleco, o coelhinho” (RUBIÃO, 2005, p. 143-152) é um ser entre homem e animal. A narrativa pouco a pouco guia seus leitores pelo universo de um coelhinho, frágil ou intrometido? Não se sabe muito bem quais as fronteiras da convivência entre um homem e um coelho, aparentemente, i- nofensivo. O insólito irrompe dando à narrativa uma exacerbação das ações, com personagens que agem de modo inesperado, mas que no instante se- guinte são incapazes de tomar as atitudes esperadas. O coelho que se meta- morfoseia em homem, ou que almeja tornar-se um, é o mesmo que desperta a solidariedadedo outro a ponto de acolhê-lo em seu lar. Assim, a narrativa rubiana revela ao seu leitor, com maestria, uma vivência quotidiana, corri- queira, em que as pessoas buscam satisfação, porém com ela se debatem frente ao terror experimentado a partir de seus próprios dia-a-dia.
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