AS TRANSFORMAÇÕES DO SETOR AÇUCAREIRO NA ZONA DA MATA MINEIRA E A CONSTRUÇÃO DO ENGENHO CENTRAL RIO BRANCO, NO FINAL DO SÉC. XIX
The transformations of the sugar sector in the Mata Mineira area and the construction of the Engenho Central Rio Branco, at the end of the century. XIX
DOI:
https://doi.org/10.13102/barh.v3i4.11375Palavras-chave:
Sugar agroindustry. Minas Gerais. Forest Zone. Central Engineering. Modernization.Resumo
A instalação de engenhos centrais no Brasil, no final do séc. XIX representou uma tentativa de modernização do setor açucareiro e também uma busca pela retomada do mercado mundial. Assim, o artigo visa destacar as mudanças estruturais na zona da Mata mineira, a partir de 1830, sua relação com o crescimento da produção açucareira e do mercado interno, e destes com a instalação do Engenho Central Rio Branco, em 1885. Procura ainda, destacar a importância dos pequenos engenhos, a modernização do setor de transportes e os incentivos estatais, à atividade açucareira. Dessa forma, investiga a história do açúcar na zona da Mata mineira e de como a região se tornou a maior produtora do gênero, no Estado de Minas Gerais, no final do séc. XIX.
Palavras-chave: Agroindústria do açúcar. Minas Gerais. Zona da Mata. Engenho Central. Modernização.
Downloads
Referências
A Província de Minas, semanário ouro-pretano, edição de 24 de setembro de 1885. In.: JOSÉ, Oiliam. Visconde do Rio Branco, terra, povo, história. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982.
ANDRADE, Francisco Eduardo de. Entre a roça e o engenho: roceiros e fazendeiros em Minas Gerais na primeira metade do séc. XIX. Viçosa, MG: Ed. UFV, 2008.
ARAÚJO, Tatiana Brito de. Os engenhos centrais e a produção açucareira no Recôncavo Baiano.Salvador: FIEB 2002.
CAMPOS, Vilar Zóia. Italianos em São Paulo: de colonos a empresários do açúcar. 1876-1941. Anais do XVIII Encontro Regional de História – O historiador e seu tempo. ANPUH/SP – UNESP/Assis. 2006.
CANABRAVA, Alice. A grande lavoura. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.) História Geral da Civilização Brasileira. Tomo II, vol. 4. São Paulo: DIFEL, 1974.
CARRARA, A. A zona da Mata mineira: diversidade econômica e continuísmo (1839-1909). 1993. Dissertação (Mestrado) – UFF, Niterói, 1993.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. A civilização do açúcar: séc. XVI a XXIII. São Paulo, SP: Ed. Brasiliense, 1992.
GODOY, Marcelo Magalhães. Espaços canavieiros regionais e mercado interno: subsídios para o estudo da distribuição espacial da produção e comércio de derivados da cana-de-açúcar da província de Minas Gerais. Minas Gerais: CEDEPLAR. X Seminário sobre Economia Mineira. 2002.
JOSÉ, Oiliam. Visconde do Rio Branco: notas para a sua história. Visconde do Rio Branco, Papelaria Imperial, 1952.
MAIA, Andréa Casa Nova. Encontros e despedidas: história de ferrovias e ferroviários de Minas. Belo Horizonte, MG : Argvmentvm, 2009.
Maria do Carmo Salazar Martins & Maurício Antônio de Castro Lima & Helenice Carvalho Cruz da Silva, 2002. "População de Minas Gerais na segunda metade do século XIX: novas evidências," Anais do X Seminário sobre a Economia Mineira, in: João Antônio de Paula, Anais do X Seminário sobre a Economia Mineira, Cedeplar, Universidade Federal de Minas Gerais.
MEIRA, Roberta Barros. Banguês, engenhos centrais e usinas: o desenvolvimento da economia açucareira em São Paulo e sua correlação com as políticas estatais (1875-1941). São Paulo: USP. 2007.
________. Um sopro de mudanças: a Companhia Engenho Central de Aracaty e a produção açucareira mineira no final do Império. In.: VÁRIA HISTÓRIA, Belo Horizonte, vol. 25, nº 42, jul/dez 2009.
PERLATTO, Carla Martins de Lima. Engenho Central Rio Branco. Juiz de Fora: Dep. Artes – ICE/UFJF, 1997.
PIRES, A. Café, finanças e indústrias: Juiz de Fora, (1889-1930). 2009. Juiz de Fora (MG): Funalfa, 2009.
RAMOS, Pedro. Agroindústria canavieira e propriedade fundiária no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1999.