O DIÁLOGO ENTRE DUSSEL E KRENAK SOBRE O CORPO EM RELAÇÃO À COLONIALIDADE DA CIÊNCIA MODERNA
DOI:
https://doi.org/10.13102/ideac.v1i53.12762Palavras-chave:
História da Ciência; Filosofia da Ciência; Colonialidade do Saber; Corporeidade; Ética da Libertação.Resumo
O presente artigo, sob a análise histórico-filosófica e a constituição da ciência moderna, buscou verificar a tensão com o projeto europeu de modernidade e com a colonialidade do saber. Parte-se do argumento sobre a consolidação do paradigma científico entre os séculos XVI e XVII, que sugeriu uma reorganização ontológica fundada na separação entre sujeito e objeto, razão e corpo, humanidade e natureza, instituindo uma racionalidade universal e neutra. Fundamentado em Dussel (2012; 1995) e na crítica cosmológica de Krenak (2019), é possível dizer que tal racionalidade resultou na desincorporação do conhecimento e na exclusão sistemática de Epistemologias Outras. Com base em uma abordagem reflexiva e filosófica, realizou-se uma análise de textos clássicos da modernidade e obras contemporâneas que problematizam a colonialidade do saber, buscando articular dimensão histórica e reflexão conceitual. A racionalidade científica moderna, ao afirmar-se como universal e neutra, ocultou suas condições históricas de produção e contribuiu para a marginalização de saberes corporificados e situados. Nesse contexto, o corpo pode ser compreendido como categoria epistemológica capaz de tensionar o universalismo abstrato e abrir espaço para um horizonte pluriversal de produção do conhecimento.
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