O DIABO ESTÁ NO POSSÍVEL

VISCOSIDADE ONTOLÓGICA NA ESTÉTICA MODAL FLUSSERIANA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i52.11599

Palavras-chave:

Arte; Comunicação; Flusser; Modalidade; Viscosidade ontológica.

Resumo

Demonstramos como o filósofo tcheco naturalizado brasileiro Vilém Flusser (1920-1991) desenvolve, em suas reflexões estéticas, conceitos modais como “possível”, “necessário” e “contingente”; com ênfase na tensão entre “ser” e “poder-ser” presente em Língua e realidade (1963). A partir dessa tensão e recorrendo a Nicolai Hartmann (1882-1950), buscamos ampliar a compreensão do tema da “viscosidade ontológica” da arte presente em Pós-história: vinte instantâneos e um modo de usar (1983), obra já do período europeu de Flusser que, todavia, foi publicada primeiro em português, no Brasil. A partir disso e recorrendo, também, a intérpretes e à obra A história do diabo (1965), de Flusser, sugerimos que a estética flusseriana é sempre ancorada em suas concepções ontológicas da filosofia da língua, constituindo-se em uma estética modal brasileira.

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Biografia do Autor

Gabriel Almeida Assumpção, UFSJ

Tutor à distância do Curso de Licenciatura em Filosofia, modalidade à distância, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) (Bolsista CAPES-UAB). Tradutor Freelance para a Editora Vozes e para a PAULUS Editora. Doutor (2020) e Mestre (2015) em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Internacional UNINTER (2019) e Bacharel em Psicologia pela UFMG (2010). Fiz uma pesquisa de Pós-doutorado em Filosofia na UFOP, com bolsa PDJ do CNPq e uma pesquisa de Pós-doutorado em Estudos Literários na UFMG. Trabalho com Friedrich W. J. Schelling (filosofia da natureza, gênio, mímesis, pintura, poesia); Friedrich von Hardenberg [Novalis] (contos de fada, filosofia da natureza, idealismo mágico, poesia transcendental), Vittorio Hösle (cinema, filosofia da técnica, humor, idealismo objetivo) e Mihaly Csikszentmihalyi (criatividade; escrita; estado de fluxo [flow]; filosofia da técnica). Sou autor da obra "Criação das artes plásticas e produtividade da natureza em Friedrich Schelling" (2022) e um dos organizadores da obra "O romantismo alemão e seu legado" (2023). Traduzi as seguintes obras filosóficas do alemão para o português: 'Sistema do idealismo transcendental' (1800) e 'Dedução geral do processo dinâmico' (1800), de Friedrich W. J. Schelling; 'O esboço geral: notas para uma enciclopédia romântica' (1798-99), de Novalis, 'Filosofia da crise ecológica' (1991), de Vittorio Hösle. Também traduzi, do inglês para o português, 'Estética: uma breve introdução' (2019), de Bence Nanay.

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Publicado

2025-11-24