O QUE O PENSADOR TEM A APRENDER COM O XAMÃ?

CAMINHOS PARA (RE)PENSAR A FILOSOFIA DESDE UMA COSMOPERCEPÇÃO AMERÍNDIA

Auteurs

  • Eliana Moreira UFT

DOI :

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i52.11629

Résumé

A incrível escultura “O pensador” feita por August Rodin em 1880 tornou-se ícone de representação do ato de filosofar, o gesto do queixo apoiando-se na mão, um semblante sisudo, pensativo, o corpo inclinado para baixo, o olhar demonstrando uma certa angústia, toda essa representação ilustra bem o que temos em mente quando se trata do filosofar. Por outro lado, temos uma escultura em argila de um xamã, sentado em seu banquinho, mãos apoiadas nos joelhos e um semblante que em nada lembra o do pensador. O xamã está sereno, sua figura nos demonstra uma total harmonia de seu ser no mundo, seu corpo não está inclinado, está ereto, o olhar abrange o horizonte. O corpo, o gesto e a expressão que nos remetem ao mundo circundante expresso nestes símbolos que são estas esculturas, nos dizem muito sobre o modo de ser-no-mundo destas representações de seres humanos. O que o pensador tem a aprender com o xamã? Eis a trilha que nos guia neste caminho que busca os rastros do filosofar e de uma estética nas rotas ameríndias. Afinal, re-conhecer a filosofia dos povos originários do Brasil, nesses tempos de “não-retorno” pode nos ajudar a “adiar o fim do mundo”.

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Publiée

2025-11-24