INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E A REDUÇÃO FORMAL DA LINGUAGEM

UMA CRÍTICA HISTÓRICO-FILOSÓFICA AO PARADIGMA COMPUTACIONAL A PARTIR DE BAKHTIN

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i53.12690

Palavras-chave:

Inteligência Artificial; Linguagem; Formalização; Enunciado; Alteridade.

Resumo

Este artigo tem como objetivo investigar a emergência da Inteligência Artificial (IA) por meio de uma genealogia da formalização da linguagem, situando o paradigma computacional no interior do processo moderno de matematização da natureza. Sustenta-se que a concepção da linguagem como sistema manipulável por regras formais constitui uma condição histórica de possibilidade da IA. Em diálogo com Turing, argumenta-se que a redução da linguagem a estruturas formais é insuficiente para explicar o fenômeno do sentido. A partir da ontologia do enunciado em Bakhtin, demonstra-se que o sentido se realiza no acontecimento responsivo e situado da enunciação, dimensão que escapa à formalização computacional. Conclui-se que a inteligência não pode ser plenamente capturada por critérios de desempenho estrutural, pois envolve alteridade, historicidade e responsabilidade.

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Biografia do Autor

Mariangela Tierno, UFLA

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Mestre em Educação pela Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Especialista em Leitura e produção de textos; Psicopedagogia; Linguística e formação de leitores; Círculo de Bakhtin em diálogo: linguagem, cultura e sociedade.

Possui graduação em Letras pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) e Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança (FAFIBE).

Atua como professora de Língua Portuguesa na Educação Básica em São José dos Campos - SP.

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Publicado

2026-08-05