A resistência da figura feminina autóctone perante a opressão colonizadora nas dualidades ficcionais de Anacaona y las tormentas (1994), de Luis Dario Bernal Pinilla

Autores

  • Tatiane Cristina Becher Unioeste
  • Gilmei Francisco Fleck UNIOESTE

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.11102

Palavras-chave:

Anacaona y las tormentas (1994), Luis Dario Bernal Pinilla, romance histórico contemporâneo de mediação, representação feminina autóctone

Resumo

Os romances históricos, narrativas híbridas que amalgamam material de extração histórica e ficcional, apresentam-nos a possibilidade de revisitar o passado e ressignificar problemáticas como a unilateralidade dos registros da historiografia tradicional hegemônica europeia sobre a colonização do continente americano. Neste contexto, apresentamos, no presente artigo, a análise do romance Anacaona y las tormentas (1994), de Luis Dario Bernal Pinilla, um romance histórico com viés crítico que ficcionaliza a figura da cacica taína Anacaona, uma nativa de Guanahaní/“La Española” que foi assassinada e teve sua comunidade dizimada pelos colonizadores espanhóis no final do século XV. Apesar da figura dessa líder ter sido, majoritariamente, excluída dos registros historiográficos oficiais, sua imagem ganha espaço no universo literário. Para a análise da obra apresentada, apoiamo-nos em teóricos como Dussel (1994), Martínez Miguélez (1994), Castro-Gómez (2007), Genette (2007), Vallejo (2015) e Fleck (2017). Classificamos a obra como um romance histórico contemporâneo de mediação, que apresenta um viés decolonial e corrobora o processo de descolonização do imaginário latino-americano.

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Referências

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Publicado

2024-12-30

Como Citar

Becher, T. C., & Francisco Fleck, G. (2024). A resistência da figura feminina autóctone perante a opressão colonizadora nas dualidades ficcionais de Anacaona y las tormentas (1994), de Luis Dario Bernal Pinilla. A Cor Das Letras, 25(2). https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.11102