AS RELAÇÕES INTERDISCURSIVAS EM “UMA HISTÓRIA DO SERTÃO”

Autores

  • Ruy Martins dos Santos Batista Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos Linguísticos. Universidade Federal do Tocantins - UFT http://orcid.org/0000-0002-0128-1065
  • Maria das Graças Alves dos Santos Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos Linguísticos. Universidade Federal do Tocantins - UFT
  • Dalve Oliveira Batista-Santos Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP Universidade Federal do Tocantins - UFT http://orcid.org/0000-0002-9133-3446

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v19i2.1901

Resumo

O presente artigo objetiva analisar o discurso religioso e as relações interdiscursivas na construção do sentido e como estes auxiliam a construção da identidade nordestina. O corpus é composto pelo cordel “Uma história do sertão”, de Joaquim Eustáquio de Oliveira (2015), escolhido por ser um gênero popular e rico em manifestações culturais. Para tanto, embasamo-nos em pesquisadores e teóricos que têm a temática em questão como foco, sendo eles: Pêcheux (1990; 1998), Foucault (1997), Maingueneau (2005), Moita Lopes (2002; 2006), Possenti (2003). O discurso religioso explora sistematicamente os dizeres ‘já-proferidos e, quando se concretizam esses usos, os sujeitos ativam as memórias discursivas armazenadas, descobrindo algo próximo/familiar e os reproduzem de acordo com sua leitura particular, por intermédio de projeções que, por sua vez, são resultados de um legado constituído socialmente. A análise conduz à constatação de que esse gênero constitui-se em rico material de exploração didática num campo discursivo e de que nossas ações verbais estão num constante processo de construção e reconstrução, por meio das diversas vozes que permeiam o texto. Dessa forma, a análise demonstrou as marcas da interdiscursividade por meio do discurso religioso na materialidade do cordel.

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Biografia do Autor

Ruy Martins dos Santos Batista, Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos Linguísticos. Universidade Federal do Tocantins - UFT

É mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Letras - PPGLetras da UFT, na Área de Concentração: Estudos Linguísticos, e linha de pesquisa: Linguística Aplicada, Campus de Porto Nacional-TO.

Maria das Graças Alves dos Santos, Programa de Pós-Graduação em Letras - Estudos Linguísticos. Universidade Federal do Tocantins - UFT

É mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Letras - PPGLetras da UFT, na Área de Concentração: Estudos Linguísticos, e linha de pesquisa: Linguística Aplicada, Campus de Porto Nacional-TO.

Dalve Oliveira Batista-Santos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP Universidade Federal do Tocantins - UFT

Doutora e mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professora Assistente I, da Universidade Federal do Tocantins - UFT e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras), no Câmpus de Porto Nacional.

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Publicado

2019-01-01

Como Citar

Batista, R. M. dos S., Santos, M. das G. A. dos, & Batista-Santos, D. O. (2019). AS RELAÇÕES INTERDISCURSIVAS EM “UMA HISTÓRIA DO SERTÃO”. A Cor Das Letras, 19(2), 46–56. https://doi.org/10.13102/cl.v19i2.1901

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