Ressignificações do quilombo e dos sujeitos quilombolas na literatura infantil e juvenil brasileira descolonização das identidades
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v24i1.9331Palavras-chave:
Decolonialidade, Narrativas híbridas de história e ficção, Literatura infantil e juvenil brasileiraResumo
No presente artigo, objetivamos refletir sobre a importância da leitura de narrativas híbridas de história e ficção infantis e juvenis da literatura brasileira (LOPEZ; SANTOS, 2021) como via de descolonização das mentes, das identidades e do imaginário latino-americano, bem como apresentar uma proposta didática para o Ensino Fundamental voltada para a temática dos quilombos e dos sujeitos quilombolas (MATTOS, 2012; ROCHA, 2018) representados no texto literário, em diálogo com outras textualidades. Essa tarefa pressupõe a mediação do professor-leitor (FLECK, 2021), para um efetivo trabalho de desvelar discursos hegemônicos e revelar vozes costumeiramente esquecidas pela historiografia, com vistas à formação de um cidadão crítico, consciente sobre sua identidade dentro do espaço da sociedade brasileira e latino-americana. Assim, com base nos fundamentos teóricos presentes em Mignolo (2017a; 2017b) e Quijano (2007), entre outros autores, e em experiências pedagógicas com narrativas híbridas de história e ficção no Ensino Fundamental (ZUCKI, 2015; SANTOS, 2019; SANT’ANA, 2019; SOUZA, 2019; FANT, 2021), buscamos fornecer subsídios para o desenvolvimento de Oficinas Literárias Temáticas voltadas para a ressignificação do passado, das identidades e das memórias de quilombos e sujeitos quilombolas. Destacamos a potencialidade das “Oficinas literárias” como via à formação leitora decolonial, uma vez que nelas são contempladas múltiplas textualidades que valorizam o desenvolvimento integral do leitor.
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Referências
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