Marcadores pragmáticos no Funcionalismo: da abordagem clássica à construcional
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v26iEspecial.11984Palavras-chave:
Marcadores pragmáticos. Funcionalismo. Construção gramatical. Gramaticalização. Português brasileiro.Resumo
Nosso objetivo neste artigo é demonstrar como a classe dos marcadores pragmáticos (MP), segundo Traugott (2021, 2022a, 2022b), vem, ao longo dos estudos funcionalistas de vertente norte-americana, sendo descrita e analisada em termos relativamente distintos. Assumimos que a distinção de tratamento dos MP ao longo da pesquisa funcionalista corresponde a um movimento dentro dessa corrente, nos termos de Rosário e Oliveira (2016). Conforme os autores, o ponto de partida é o chamado “Funcionalismo clássico”, atinente aos postulados teóricos seminais fixados a partir da década de 70 do século XX, que vão sendo reelaborados e refinados até os dias atuais, no século XXI, principalmente pela incorporação da abordagem construcional, como proposto por Traugott e Trousdale (2013), no que nomeamos no Brasil de Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU), conforme se encontra em Furtado da Cunha, Bispo e Silva (2013) e Rosário (2022). Consideramos que essa trajetória ou reorientação teórica pode ser evidenciada justamente pela pesquisa dos MP, pela forma com que os postulados da gramaticalização, da de(s)gramaticalização, da pragmaticalização e da construcionalização, respectivamente, são adotados para dar conta dessa categoria. Constatamos que o tratamento funcionalista-construcionista da LFCU, incorporado mais recentemente na pesquisa dos MP, pode contribuir para o maior conhecimento destes constituintes, tanto no eixo de sua função pragmático-discursiva quanto no eixo de sua estruturação mais complexa, envolvendo o entorno contextual em que são usados.
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