ENSINO DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL NO CURSO SECUNDÁRIO BAIANO A PARTIR DE 1938: PANORAMA DO PRIMEIRO ANO DE PESQUISA
Resumo
Um panorama do primeiro ano de uma pesquisa de doutorado que tem por objetivo analisar ensinos de cálculo diferencial e integral (CDI) no curso secundário baiano a partir de 1938. Compreender o CDI como um saber, sugere reflexões acerca de que saberes estão sendo considerados. Hofstetter e Schneuwly defendem a existência de dois tipos de saberes: os saberes a ensinar e os saberes para ensinar. Para a análise das fontes, consideramos três conceitos propostos por Roger Chartier: representação; prática cultural; apropriação cultural. No Ginásio de Jequié/Centro Educacional Ministro Spínola, os registros de aulas sobre limites e derivadas foram localizados em diários de classes da 5ª série do Curso Fundamental dos anos de 1938, 1939, 1941 e 1942. Em análise preliminar, constatamos que, de acordo com a legislação educacional do período dos registros localizados, Reforma Campos, era indicado o ensino de cálculo por meio de limites, derivadas e integrais para o Curso Secundário. Ou seja, os registros apontam indícios de aproximações entre prática docente e documento oficial curricular para o ensino de matemática.
