Romance histórico contemporâneo de mediação e a nova história: revisitações ao passado que promovem a decolonialidade
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v25i2.11144Palavras-chave:
Nova História, Romance Histórico Contemporâneo de Mediação, Narrativas Híbridas de história e ficção juvenil., Decolonialidade.Resumo
Resumo: O presente artigo tem por objetivo apresentar a leitura da narrativa híbrida de história e ficção juvenil A descoberta do Novo Mundo (2013) de Mary Del Priore, a qual se aproxima da vertente historiográfica da Nova História, Sharpe (1992), em especial por privilegiar a narração dos fatos pela ótica de personagens que sempre estiveram à margem no discurso tradicional. Também por sua vinculação aos preceitos do Romance Histórico Contemporâneo de Mediação, apresentados por Fleck (2017), os quais são críticos em relação aos registros oficiais. As narrativas que conjugam tais qualidades, ao serem utilizadas na formação de leitores na escola, configuram-se em ações decoloniais, alinhadas aos estudos propostos por Quijano (1988), Mignolo (2017) e Grosfoguel (2006) da teoria decolonial, tendo em vista que apresentam novos olhares sobre os eventos históricos aludidos, os quais promovem a elucidação sobre o passado de subjugação aos ditames colonialistas, passo necessário à descolonização das mentes, do imaginário e das identidades na América Latina.
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